sábado, 20 de setembro de 2008

Novidade

Adicionei ali do lado direito a parada Billboard dos discos mais vendidos da semana. Assim sempre que você entrar nesse blog pode constatar que, vem semana vai semana, o mundo continua (e continuará) sempre dominado por música ruim.

Melhor ainda se pudesse adicionar a parada brasileira, sente só a dessa semana:
01 James Blunt - Same Mistake 6.87%
02 Wanessa Camargo - Me Abrace 5.84%
03 Bruno & Marrone - Não Faz Mais Isso Comigo 5.5%
04 Daniel - Difícil Não Falar de Amor 5.15%
05 Cláudia Leite - Extravasa 4.81%
06 Leonardo - Coração Bandido 4.47%
07 João Marcio E Fabiano - Pistoleira 4.12%
08 Victor & Léo - Tem Que Ser Você 4.12%
09 Alexandre Pires - Pode Chorar 3.78%
10 Hugo Pena E Gabriel - Fora Do Eixo 3.78%
11 Zezé De Camargo E Luciano - Chega 3.44%
12 Victor & Léo - Fotos 3.44%
13 Bruno & Marrone - Ficar Por Ficar 2.75%
14 D Black - Sem Ar 2.41%
15 Edson & Hudson - Fala 2.41%
16 Latino E Daddy Kall - Amigo Fura Olho 2.41%
17 Aviões Do Forró - Chupa Que É De Uva 2.06%
18 Kely Key - Super Poderosa 2.06%
19 Mc Créu - Dança Do Créu 2.06%
20 Edson & Hudson - Eu Quero Mais 2.06%

Dá MEDO.
Mostra isso sempre que alguém argumentar que popluaridade = qualidade em qualquer contexto.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Planeta Terra

Dia 8/11, sabadão, em SP, vai ter Jesus And Mary Chain. E no mesmo festival (Planeta Terra) Breeders, Bloc Party, Kaiser Chiefs, Mylo, Felxi Da Housecat, e ainda periga confirmar o Spoon.

Já comprei ingresso para mim e a gatinha e um iapa de quebra (SP e os iapas se atraem). Eu estou indo pelo Jesus And Mary Chain, o resto é bônus (apesar de gostar muito de Mylo, Felix, Breeders e Spoon e razoavelmente de Bloc Party e Kaiser Chiefs).

Quem anima???

Da Série Random Music - Só Os Solitários


O Bob Dylan escreveu sobre esse cara:
"Transcendeu todos os gêneros... ele cantava suas composições em 3 ou 4 oitavas que faziam você querer dirigir seu carro para um precipício... cantava como um criminoso profissional... sua voz poderia sacudir um cadáver... suas músicas tinham músicas dentro de músicas... não existia nada no rádio como ele."

O Elton John descreveu assim:
"muito à frente do tempo, quebrava todas as regras de composição, quebrava todas as tradições".

Esse é o mesmo cara de quem o Elvis Presley comprava pilhas do mesmo disco simplesmente para dar uma cópia a cada pessoa que entrava na casa dele. E que ele via todos os shows na primeira fila. E que ele declarou que é o melhor cantor do mundo.

Esse é um cara que já tinha uma banda em 1949 (ele tinha 13 anos) chamada The Wink Westerners e que conseguiu um programa de televisão onde até o Jonny Cash foi tocar. Começou fazendo rockabilly - aliás, um dos melhores cantores de rockabilly fácil, lá no topo junto com Elvis e Jerry Lee Lewis e Chuck Berry e Little Richard - mas não foi longe. Começou a fazer sucesso DE VERDADE quando percebeu que podia transformar as letras que escrevia sozinho dentro do carro debaixo de chuva em música de verdade. Nessa brincadeira, ele quebrou uma antiga barreira - homens podem fazer músicas tão emocionais quanto as mulheres, inclusive no jeito de cantar. Ele inventou a balada rock dramática. E foi reconhecido até o fim da vida como o grande mestre disso. E muito mais, porque como diz Bob Dylan ele transcendeu todos os gêneros.

Não entenda "balada de rock dramática" como algo que o Waldik Soriano faria. O papo aqui é fino. Fazer música emotiva é fácil. Fazer música emotiva só que honesta, romântica sem ser clichê ou derramada, sem ser chorada ou brega - e sim lindona e arrepiante, com uma certa melancolia de solidão e até algum senso de humor - aí sim é sujeira. Esse cara fazia isso sem nem tentar. E melhor que todo mundo.

Esse é um cara pequeno com os óculos maiores que o rosto. Ele sobe no palco com uma guitarra semi acústica que também parece maior que ele. Para cantar, mal se mexe, e, engraçado, mal abre a boca. Parece não fazer esforço nenhum enquanto um vozeirão brutal varre a platéia. Parece não notar que tem uma das vozes mais bonitas da história da música popular. Parece não saber que ao cantar Only The Lonely, ou Blue Angel, ou Crying, ou qualquer outra muito provavelmente está realmente arrancando lágrimas de muita gente.

Esse é um cara que derramou suas lágrimas também. Deu uma moto de presente para primeira esposa - e a mulher me morre andando nessa moto. Sai em turnê e sua mansão pega fogo - morrem dois dos três filhos. E injustamente é esquecido pelo mundo entre a metade da década de 60 e mais ou menos 1986 quando David Lynch usou sua música In Dreams no Blue Velvet (aliás, David Lynch vive usando músicas dele). Mal pôde aproveitar porque morreu em 1988 - e teve inclusive alguns hits póstumos como You Got It e I Drove All Night.

Você conhece só como aquele carinha que canta Pretty Woman? Então pegue para ouvir direito e passe a conhecer como um dos caras mais geniais que já passaram pela música.
Descanse em paz Roy Orbison.

Comece por - a coletânea dupla The Essential

Só para dar uma reguingada: o visual do Dr. Octopus (aquele mesmo, inimigo do Homem Aranha) foi criado por um fã dele e é baseado no Roy Orbison. Existe alguma coisa mais legal que ter inspirado o visual de um inimigo do Homem Aranha?
Reguingada 2 - um dos músicos preferidos (declarado) dos Beatles e dos Stones. Todos os Beatles compraram um óculos igual ao dele. Tirando os já citados aqui - Bob Dylan, Elton John, Elvis etc.
Reguingada 3 - o Jaguar do Roy Orbison é um dos meus poucos sonhos de consumo.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Da Série Random Music - Tudo Tem Que Ir

Em 1986 o país de Gales estava sendo sacudido por uma nova banda que funcionava como uma espécie de novo Sex Pistols (mas formado por moleques fãs de Guns And Roses). Apesar do visual e atitude glam (diziam que o Apettite for Destruction é um dos melhores discos da história) a banda chocava todo mundo ("eu ri quando John Lennon tomou um tiro"), tocava shows de 20 minutos onde provocava a platéia e frequentemente saía quebra quebra - lembrando o Jesus And Mary Chain - e planejava lançar o primeiro disco em uma embalagem que estraga vinil com o tempo e corrói os outros discos que forem colocados perto dele. Resultado: manipulavam a mídia, que adora esse tipo de coisa escandalosa; chamavam muita atenção para si; e conseguiram um culto de fãs pequeno mas fanático. Foi nessa época que aconteceu a lendária entrevista em que a NME perguntou para o guitarrista Richey se a banda era picaretice e ele escreveu "4 REAL" bem grande no braço. Com uma faca. Esses são os Manic Street Preachers.

O primeiro disco não vendeu bem (Generation Terrorists), segundo eles porque não era "tão bom quanto Guns And Roses". O segundo disco (Gold Against The Soul) ficou menos glam e mais grunge, menos festa e mais introspectivo, e até que foi bem. Mas até aí a banda não era nada de especial. Porém, no âmbito pessoal, atravessava um período comparável ao que fez o Kurt Cobain gerar o In Utero (para mim o melhor disco do Nirvana), especialmente o guitarrista Richey: drogas, anorexia e auto multilação. Vivia com uma maçã por dia. E escreveu um disco com a visão pessoal e política de mundo dele e dos outros membros da banda que foi tão brutalmente honesto, direto e frio (assim como o In Utero) que foi além de tudo que a banda era. Transcedeu o rock. Aliás, transcedeu a música com o tipo de obra que atinge as pessoas em um nível tão direto e intenso que passa a ser algo mais. E isso tudo numa embalagem pop feliz que ao ser ouvido sem atenção não revela o que está por baixo.

Esse disco é o The Holy Bible e para mim é um dos melhores discos da história do rock. E com certeza um dos mais dark. Nessa época a banda largou o visual rock e começou a tocar vestido de soldado. O som virou outra coisa, a banda se mostrou realmente "4 REAL". E não vendeu quase nada e nem chamou atenção (nem foi lançado nos EUA). E durante essa época o guitarrista Richey desapareceu. Seu carro foi encontrado na beira de um rio. E o corpo não apareceu até hoje.

A moçada poderia ter acabado, ou chutado o balde, ou perdido o que os faz bacanas. Em vez disso, incorporou a experiência, continuou na onda de honestidade brutal, jogou o som mais ainda para o lado do pop - mas pop excelente com pé no punk e letras políticas incendiárias - e fez um dos 5 melhores discos do britpop (e com certeza um dos que estabeleceu esse som), o Everything Must Go. Basicamente quem conhece o Manic Street Preachers normalmente os conhece através deste disco e se assusta com o quanto eles conseguem ser dark e diretos quando escuta o Holy Bible. Ou conhece através do Holy Bible e se assusta com o quanto eles conseguem fazer pop sereno, bonito e perfeito (mas ainda assim incendiário) quando escuta o Everything Mus Go. São como se fossem duas bandas diferentes. E duas bandas maravilhosas. E continuaram sem deixar a peteca cair, até pelo menos o disco Know Your Enemy.

Essa é a chave para entender os Manic Street Preachers. Primeiro, é uma das melhores bandas da década de 90. Segundo, é música que tem duas camadas simultâneas, e isso provoca um efeito muito estranho em quem está escutando: se focar no som superficial, é uma excelente banda pop com um som quente e bem feito bem na linha de frente das melhores bandas indie da década de 90. Se você aprofundar um pouco, vê que as estruturas não são tão sólidas e óbvias, mas aquele som pop esconde muita instabilidade e fogo de uma banda que apóia visões políticas radiciais e levou um estilo de vida extremo e passou por tudo. É como se fosse pessoas muito inquietas se esforçando para se segurar para tocar por alguns minutos naquele palco.

Pena que para mim a banda tem perdido o fogo. Os últimos dois discos (Lifeblood e Send Away The Tigers) tem mantido o talento para o pop, mas tem perdido essa intensidade que existia antes. Mas de qualquer maneira não deixe passar essa banda. É só para quem AGUENTA A TRETA. Embora não pareça.

Comece por - The Holy Bible
Um dos melhores discos do indie dos anos 90 - The Holy Bible
Escute na sequência (depois do Holy Bible) - Everything Must Go e This Is My Truth Tell Me Yours
o disco épico deles - Know Your Enemy
Não comece por - os dois primeiros nem os dois últimos

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Da Série Random Music - o corpo o sangue e a máquina

Já mencionei aqui que tem determinados discos específicos que me ganham com o "garagismo" deles (citei o último dos Smashing Pumpkins, a maioria da obra do Neil Young, Funhouse dos Stooges etc). Não sou daqueles fanáticos por lo-fi (nem por hi-fi), mas tem certos discos em que a produção consegue capturar exatamente como soa uma banda na garagem - sem firula, sem adornação demais, simples e direto como um míssil teleguiado - faz só o que devia fazer e faz rápido e bem. E o que acaba me ganhando é (obviamente quando os discos são bons) a percepção do quanto dá para fazer o infinito com muito pouco. É a mesma viagem que eu tenho com festa em casa: você compra uma garrafa de gim, liga o som alto, chama umas pessoas e pronto, já tem muitas horas de muita diversão garantida. E hoje, 50 anos depois, o conjunto baixo-guitarra-bateria (nas mãos certas) ainda rende e faz muita música boa e original.

Uma das últimas bandas com esse espírito garageiro minimalista que eu ouvi e gostei de verdade foi os Thermals. A banda é só uma mina e dois caras que gravam exatamente como tocam na garagem (aliás, definem o som deles como "produto natural de milhões de horas na garagem"). Só que não são 3 caras quaisquer. São 3 caras que tem a manha total de fazer um som punk simples - mas moderno, milagrosamente não é a milionésima repetição de alguma outra banda punk - e honesto. Esse papo de garagem deve estar fazendo você pensar que é sujo, pesado e caótico. Mas Thermals é melódico (normalmente eles são classificados mais como indie que punk) e limpo, só que elétrico demais. O vocal é desesperado - às vezes beira o histérico - mas consegue ser um cara desesperado que canta limpo e bonito, sobre temas bacanas (o último disco é uma espécie de viagem em uma américa alternativa dominada pelo fascismo cristão - veio na minha mente o grito de "they tell me what to feel!!!!!!! - lindo!).

Tudo com os Thermals é limpo, rápido e direto, e é absurdamente cativante. Acho que é difícil fazer a banda soar interessante no papel porque destrinchando seus elementos parece ser algo muito básico, mas a fagulha de genialidade aparece de cara quando você escuta - é exatamente o tipo de som que quando toca em uma festa você vê uma galera tentando olhar na tela do ipod para saber o que é aquilo. Tente imaginar um Weezer mais punk com um vocalista mais agressivo cantando sobre política em vez de sobre ele mesmo. Ou tente imaginar um Buzzcocks moderno e pendendo mais para o indie. Ou não tente imaginar nada e dê uma chance para uma das pouquíssimas bandas atuais que está salvando o punk.

Comece por - The Body The Blood The Machine

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Guitar Hero!!

Vai ter Tool no Guitar Hero novo!!
Vai ter Modest Mouse no Guitar Hero novo!!
Vai ter At The Drive In e Mars Volta no Guitar Hero novo!!
Vai ter Filter e Interpol no Guitar Hero novo!!

http://wii.ign.com/articles/909/909731p1.html

Guia Rise From Your Grave para a discografia do Sonic Youth Parte 2/2

Essa é a minha relação particular com a discografia do Sonic Youth.
Primeira informação relevante: gosto de tudo. Muito. E os discos da fase que eu estou chamando de Sonic Youth 3.0 estão indubtavelmente entre os melhores discos da década de 90. Independente do estilo.

Sonic Youth 1.0 - No Wave na veia

É um caminho natural para muitas bandas começar com um som básico e ficar progressivamente mais experimental. Como o Sonic Youth começou MEGA experimental, o caminho deles foi meio que o contrário. Eu coloco nessa fase o Confusion Is Sex e o Bad Moon Rising.

Esses dois discos são basicamente os dois melhores lançamentos de música que pode ser considerada no wave. Já aviso que é muito abstrato e muito estranho. E bastante pertubador também. As músicas dão uma sensaão de estarem flutuando - as guitarras parecem muitas vezes mais o barulho de uma tv fora do ar do que guitarras. Você não entende direito o que estão fazendo com o baixo e a bateria. Aí do nada no meio de uma música eles emendam uma versão mega caótica de I Wanna Be Your Dog dos Stooges. A atmosfera é meio de sonho, meio de estar fora da realidade, as letras não fazem muito sentido e são muitas evzes mais faladas que cantadas. Mas não são sonhos bons, o esquema é bem dark. Para você ter idéia, eu comparo o Confusion Is Sex com os discos do Neubauten.

Quando pegar o Bad Moon Rising não deixe de pegar a versão que vem com o EP Death Valley '69. Essa música é pouco conehcida e é a melhor música do Sonic Youth. Só nunca durma ouvindo esse disco, dá pesadelo. Já rolou isso comigo.

Sonic Youth 2.0 - Um pé aqui e um pé lá

A partir do disco EVOL (Love ao contrário) a banda começou a abrandar um poquinho e considerar aceitável começar a fazer algo que se parece um pouco mais com músicas de rock (até com pitadas de pop). Ainda tem muito da estranheza e abstração do início (aliás até hoje ainda tem), mas aos pouquinhos você sente que estão tateando e aprendendo como fazer música "convencional" de maneira muito particular e com muita personalidade. Essa fase de transição gerou discos muito interessantes. É um som muito único que é pop mas não é de jeito nenhum. Acho que a principal mudança foi atmosférica: ficou mais para excêntrico e rebelde e menos para dark. Eles ficam nessa transção até o disco Sister. O Sister e o Evol são indecentes.

Sonic Youth 3.0 - Sonic Youth vira o Sonic Youth

Os discos que vieram logo depois do Sister são aquele momento mágico (e que invariavelmente acaba sempre sendo o ápice de qualquer banda) em que os músicos "acham seu som". Quase toda boa banda (repare) se divide entre tentativas de encontrar o que eles são, o ápice (quando eles exploram esse som encontrado) e depois variações mais ou menos ousadas do que eles descobriram. Tem bandas que se "descobrem" mais de uma vez (caso do U2).

Os discos "Daydream Nation", "Goo", "Dirty","Experimental Jet Set, Trash And No Star" e "Washing Machine" representam essa fase do Sonic Youth para mim. Quando a maioria das pessoas fala e pensa em Sonic Youth quase sempre se refere a esta fase. Eles descobriram quem são, o que querem e exatamente como fazer. Basicamente, o balanço perfeito entre pop e abstração, entre rock e viajeira, entre experimentação e curtição. Repetindo: o balanço perfeito. É literalmente a maturidade da banda, sem a conotação de caretice que essa palavra tem.

O Daydream Nation é o melhor disco do Sonic Youth. O Daydream Nation aparece rotineiramente em listas de melhores discos da história e é garantido em listas de melhores discos dos anos 90, muitas vezes em primeiro lugar. Dizem que a turnê dele foi uma das turnês mais lendárias da história da música - a banda estava pegando fogo, destruindo os palcos, pirando todo mundo. Foi também o disco que "estourou" eles. Hoje eles estão fazendo uma turnê onde tocam esse disco inteiro, e na ordem. E eu acho o Goo tão bom quanto.

O Dirty é o "disco pop do Sonic Youth" (daí o nome). Eu amo ele e por ser um pouquinho mais convencional é ótimo para começar a ouvir a banda. Tem gente que vai me bater mas eu admito que não sou muito fã do Washing Machine, apesar que ele tem Diamond Sea que é a música mais bonita da história da humanidade.

Sonic Youth 4.0 - não temos mais nada a provar

Aqui a banda já durou, já entrou para a história do rock, já conseguiu ganhar respeito e reconhecimento absurdos sem nunca comprometer o que fazem, ou seja, já conquistou o que queria. Eu sinto que a partir do disco A Thousand Leaves até hoje (o que inclui o NYC Ghosts And Flowers, Murray Street, Sonic Nurse e Rather Ripped) o Sonic Youth relaxou. Não relaxou no sentido negativo, mas se tornou um pouco mais sereno, trocou parte do "fogo" por algumas coisas mais meditativas e de forma geral trabalha com mais liberdade (fazendo discos super abstratos quando quer, caso do NYC Ghosts And Flowers e até mais pop que o Dirty, caso do Rather Ripped). A banda continua ótima - tem gente que vai preferir essa fase mais "livre e solta", mas eu acho que você deve passar para esses discos somente depois que ouvir os do Sonic Youth 3.0. De qualquer maneira a banda é prolífica - você nunca fica muito tempo sem coisa nova deles para ouvir - e e nunca decepciona.

E esses SYR?

SYR significa Sonic Youth Recordings e são os discos lançados pela própria banda. Já existem 7 e foram saindo desde 1997 até um recente que saiu agora em 2008. Normalmente eles jogam para esses discos coisas que eles fazem quando querem CHUTAR O BALDE MESMO. São os mais experimentais e malucos e algumas vezes são de fato inaudíveis - o 4, chamado Goodbye 20th Century tem músicas que são simplesmente gente batendo panela ou a uma faixa que é só a Yoko Ono gritando.

Tem mais?

Fuce, porque tem muito mais. Discos de trilha sonora (como o Made In Usa, feito na época do EVOL), coletânea de B-Sides (The Destroyed Room, saiu tem pouco tempo) e vídeos legais, e mais uma porção de coisas. Outra ótima maneira de iniciar na banda é assistir todo o DVD Corporate Ghost: tem todos os clips desde o inicinho e quando acaba você sai com sensação que teve uma ótima visão panorâmica da carreira deles. E provavelmente se pergunta por que você estava perdendo isso.