quinta-feira, 11 de agosto de 2011
Quer ouvir um disco bom?
O Apocalipse de Chelsea Wolfe
A última vez que conferi no iTunes ele me disse que estou escutando 859 artistas, e eu ainda não digitalizei todos os meus cds até hoje. Ou seja se eu escutar um disco por artista em sequência (a maioria deles eu tenho mais de um) durante 24 horas sem interrupção são mais ou menos 35 dias direto de música 24/7. Não é preciso dizer que dessa lista alguns são bem renegados para o fundo do armário e alguns ficam em alto giro no meu dia a dia.quarta-feira, 10 de agosto de 2011
Quando você percebe que os valores da música dos anos 70 terminaram de morrer
- fazer uma banda nova que soa como uma banda antiga
- fazer músicas que funcionam em estúdio mas são impossíveis de tocar ao vivo
- aliás, existir somente como banda de estúdio e NUNCA tocar ao vivo
- não suar para executar sua música (não importa o que está gerando o som que você está ouvindo)
- escutar música pop
- construir músicas novas a partir de músicas antigas (vide: mashup) (vide: vanilla ice foi processado por usar a bassline do queen. acho que hoje ele seria processado por NÃO usar a bassline de uma música mais velha)
- admitir que seu som é comercial mesmo
- roubar música
- vender músicas para comerciais de tv
- Cobrar por sua música
- Tentar desenvolver um som NOVO ou dar uma cara à década de 2010 diferente da década de 80
terça-feira, 9 de agosto de 2011
De Volta ao Punk - a saga continua
Germs - fiquei fã destes fdp. Eu achava que Germs era mais uma banda de hardcore toscão mas não - o negócio é bem velho (punk 77 na veia), foi a primeira banda punk de Los Angeles e um dos punk 77 mais legais que eu conheci - daqueles mesmo de vocal emboladão, letras legais, músicas curtas, baixo e bateria basicaço e disco viciante de escutar no repeat. O vocalista dos Germs (Darby Crash) no início da banda disse que ia se tornar uma lenda do punk em 5 anos e se matar, e basicamente foi lá e fez isso. Difícil explicar Germs em termos de "como o som deles era" sem fazer parecer desinteressante, mas basta dizer que é uma das bandas mais caóticas e influenciais da história do punk - falam de um show lendário em dezembro de 1980 em que a banda estava se dissolvendo e que foi o "show que ensinou os garotos o que é um show de punk rock".
O guitarrista dos Germs tocou no Nirvana no final e no Foo Fighters no início (voltou para o último disco)
domingo, 7 de agosto de 2011
Comentário obrigatório e inascapável sobre a morte da Amy
sábado, 6 de agosto de 2011
E mais de um ano depois... voltei! Ou... gritando num quarto vazio
Último post dia 20 de julho. De 2010.
Nunca foi minha intenção abandonar esse blog, tenho um bocado de carinho por ele. Inegavelmente abandonei, mas eu muito picaretamente vou chamar de hiato. Declaro o fim do hiato e a volta da batalha contra tudo e contra todos somada a um monte de opinião não solicitada sobre música que quase ninguém escuta e às vezes faz os garotos apanharem na escola.
Neste tempo aconteceu algo brutal que foi o nascimento (não planejado mas extremamente bem vindo) da minha filhota Lola, que está dormindo no quarto ao lado enquanto estou em casa sábado a noite escrevendo em um blog ouvindo minha mulher dizer que não vê a hora de voltar a poder dançar (não leve como reclamação). Eu prometo dedicar um post muito bacana, bonito e poético para ela, e não vai ser esse porque não vou misturar com outros assuntos. Por hora só vou te contar que ter um filho vira sua vida de cabeça para baixo muito mais que casar ou qualquer outro evento que consigo imaginar, a não ser embarcar em uma missāo para fora da Terra. Te ensina, te espanca, te torna uma pessoa melhor em muitos aspectos, traz muita coisa boa para sua vida (e algumas muito difíceis) e de forma geral te faz abrir um lado seu que você não conhecia.
Mas no fundo você é a mesma pessoa. Continuo maluco com música, continuo (um pouco menos) tirando a guitarra do armário, continuo ouvindo de tudo e detestando a maioria, estou me aproximando do 500 no 1001 discos e ainda misturo Mastodon com Miles Davis.
2011 tem se mostrado variado com música boa, da fofinha (washed out) à violenta (odd future, horseback, liturgy) passando pelas mulheres desesperadas e suas agonias (excelente disco da pj harvey, ema, e minha nova obssessão musical, chelsea wolfe), excentricidades (ghost) e continuamos podendo contar com quem é foda mesmo (radiohead, beastie boys, tv on the radio, fucked up, fleet foxes). Mais detalhes em breve (e não vai ser daqui a um ano).
Será... que ainda tem alguém aí?
terça-feira, 20 de julho de 2010
Comentário bem rapidinho do que eu ando ouvindo direto...
2010 continua espancando!
Wavves – King Of The Beach
Já comentei sobre Wavves aqui quando estava ouvindo bastante o disco Wavvves. Na ocasião escrevi:
“Wavves é um doidinho americano com um cabelo esquisito que está tocando por aí - fica no palco ele tocando uma Fender Jaguar e um batera e mais nada. E é barulhento, avacalhado e tosco demais. O cd parece gravado no banheiro dele. Parece um Nirvana bem mais barulhento e com backing vocals fazendo uh-uh em falsete - sem saber cantar em falsete. Ou seja, legal demais. Pegue o segundo disco dele (chama Wavvves) e não me espanque se achar barulhento demais.”
O disco novo é exatamente isso + um bocado de pop. Um bocado grandão. E Wavves mostrou ser uma banda que melhora se fica mais pop (normalmente acontece o contrário). Era legal demais e ficou ainda mais (rimou). Um dos discos que mais fiquei com vontade de repetir esse ano.
Ariel Pink’s Haunted Graphitti – Before Today
O Ariel Pink está a um bom tempo por aí, é muito influente dentro do indie e normalmente é associado com músicas muito bonitinhas e extremamente lo-fi (o som que é mal gravado por querer). O mérito desse disco é soar como algo muito único e velho ao mesmo tempo. Parece alguma coisa que foi gravada para tocar na rádio nos anos 70, ou seja, de vez em quando fica muito Supertramp (não é um elogio) mas soa 2010 ao mesmo tempo, difícil de explicar, vale ouvir porque é realmente coisa nova e meio sem referência. E são muito boas músicas, que é o que importa.
Bitter:Sweet - Drama
Imagine um eletrônico fino com um bocado grande de pop (até um pouquinho 60), um pouco mais dançante e mais feliz, e mais, talvez, dramático. Banda interessante que descobri totalmente por acaso ouvindo last.fm, cai no clichê de “parece trilha sonora de filmes imaginários” mas seriam talvez filmes do 007 com o sexo e a birita ampliados a ponto de serem probidos para menores.
Caribou – Swin
Excepcional segundo disco desse produtor de música eletrônica que tem em mim um efeito parecido com o que os Chemical Brothers tinham na década de 90 – música empolgante, dá vontade de dançar, dá para ouvir sozinho no fone trabalhando e parece que o cara conseguiu destrinchar o eletrônico e aproveitar só o que presta. Muito recomendado e um dos melhores músicos da atualidade para mim. Disco que não precisa de esforço nenhum para gostar e pode colocar rolando em qualquer situação que agrada todo mundo presente.
Aliás, falando em produtores de música eletrônica, peguem o Further dos próprios Chemical Brothers (melhor disco deles desde o Surrender) e o mega viajado There Is Love In You do Four Tet.
Churrus – The Greatest Day
O camarada do Churrus sempre vai no show da minha banda e me aplicou no som deles, conheci e gostei muito. Indie na veia daquela variedade super melódica – imagine alguma coisa tipo Teenage Fanclub com o vocal do Jesus And mary Chain. Baixe do site da Midnight Summer –aliás melhor gravadora indie do Brasil.
Jenelle Monae - The Archandroid
Essa é a mina que está pirando a moçada do soul porque faz um som moderno e que não soa cansado nem repetido, a Mirian acha que é a mistura de tudo que está acontecendo ao mesmo tempo agora (e não gosta). Eu só acho um disco excelente e bem feitaço de soul com eletrônico pensado com a cabeça bem pop e dançante, e tem uma pancada de linha melódica que me lembra Michael Jackson. Estou recomendando para quem está sentindo falta do Michael - ok não comparem o cara é uma lenda - mas vai quebrar legal seu galho para dançar na sala. Ecute Locked Inside e vai entender o que estou falando.
Nachtmystium - Black Meddle 2: Addicts
Também já posteo sobre Nachtmystium aqui e apesar de isso ser um bocado polêmico entre a moçada da música pesada é simplesmente a banda que está fazendo coisas mais interessantes hoje dentro do metal (a ponto de serem uma banda de black metal que é frequentemente comparada com Pink Floyd) e está mostrando para onde esse estilo consegue ir. Escute para saber como seria Burzum para tocar na pista de dança.
Tem mais muita coisa... fica para o próximo post!!