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quarta-feira, 4 de março de 2009

Da Série Playlist - o que anda queimando a bateria do meu Ipod

Sumi de novo. Agora fui efetivado como CONAN FULL TIME, ou seja, o que foi temporário em Janeiro agora sou CONAN FOREVER.
O que significa que o blog não vai acabar, porém vai inevitavelmente andar beeem mais devagar. Quero postar pelo menos uma vez por semana, quand der mais, muito mais com certeza não vou conseguir.

Aqui vai um apanhado do que eu andei ouvindo enquanto estava no limbo:


Pavement - tudo, e muito

Onde eu estava que eu não escutava muito Pavement antes? Agora preciso de uma dose de Pavement diária e uma mais cavalar no fim de semana.
NÃO ESCUTE ESSA BANDA - vai acontecer o mesmo com você e depois você vai parar numa clínica de reabilitação onde vão tentar curar seu vício do Pavement com um monte de subprodutos indies que eles geraram. E você vai fugir para escutar o Wooe Zooe escondido.

Yo La Tengo - I Can Hear The Heart Beating As One

Melhor disco do Yo La Tengo e tipo de disco que só aparece de 10 em 10 anos. Fiquei de cara com esse disco. Tem desde música indie-chorosa-bonitinha até ataques violentos de 10 minutos de nada além de guitarra fazendo (muito) barulho. Tem músicas mais sóbrias e marginais que você jura que são do Velvet Underground até bossa nova (que eu não gostei aliás). Tem instrumental e baladinha e pau quebrando e pop puro e experimentalismo esquisito, tudo executado com perfeição do seu jeito e acontecendo dentro de uma hora do disco. Aliás, quando o disco termina parece que se passaram 4, mas não porque é chato, mas porque é rico e denso pra cacete. Vale realmente por 4 (bons) discos de quase qualquer outra banda.

Superchunk - Here's Where The Strings Come In

Peguei esse disco do Superchunk aleatoriamente para conhecer melhor a banda, e achei a fama deles merecida. Superchunk é uma espécie de Fugazi fazendo pop e essa é uma fórmula que tem tudo para funcionar (e funcionou). Impressionante como a banda se comunica - escutar esse disco com um fone só em vez de 2 transforma ele em um outro disco completamente diferente. Gostei do espírito punk mas pop, gostei das letras meio angustiadas meio absurdas, gostei bastante das guitarras, achei a banda madura na proposta e com uma química interessante entre o ex-casal que toca nela e inclusive colocou todos os detalhes do divórcio em letras da banda. Não me impressionou como o disco do Yo La Tengo, mas consigo enxergar porque é a banda preferida de muito nego.

Franz Ferdinand - Tonight

Assim como aconteceu com o Bloc Party, era uma banda que eu colocava na categoria "legalzinha" até o terceiro disco, que foi o primeiro que eu gostei de verdade mesmo. Esse disco me deu aquela impressão boa de "acharam seu som" - me parece que é o primeiro disco que o Franz Ferdinand conseguiu se aproximar do que o Franz Ferdinand pode de fato ser sem forçar a barra para ser o que não é. O espírito ainda está ali - aquela onda meio inescrupulosa meio intelectual que é até bastante irritante para muita gente - mas mais trabalhada de uma maneira que em vez de encher o saco realmente vira música forte, e dançante, e divertida, e para cantar junto e tocar de noite mas com conteúdo e espírito. Muito mais eletrônico também (como o disco do Bloc Party), de alguma maneira lidaram com esse mundo muitíssimo bem.

E aguardando - o Iggy Pop fez um disco de jazz (!!!) sobre um escritor francês (!!!). Confira a data do post, NÃO É primeiro de abril.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Da Série Random Music - Oh My God Oh Your God

No final da década de 90 enquanto o rock alternativo inglês caminhava abaixo da sombra inegável do Radiohead no lado americano estava todo mundo olhando para o Pavement. Só agora na minha vida parei para aprofundar legal neles e ando me dando uns socos na cara pelo tempo perdido.


Pavement iniciou pequenininho - e com intenção de ser pequeno mesmo - em 92 quando fez um disco que era uma espécie de leitura moderna menos suja e mais bem humorada do Velvet Underground - um pop meio minimalista só que com melodias esquisitas e excêntricas (sem deixar de ser cativante) e ótimas letras meio cantadas meio faladas e bem irônicas. Entendo o rótulo de slacker que a banda ganhou e que virou praticamente um estilo de música porém assim como o primeiro disco dos Strokes é um puta esforço para soar simples. Pavement é tudo menos preguiçoso e essa formulinha (além de praticamente definir o indie rock americano) não gera discos do estilo "uau-olha-isso" mas gera discos do estilo "não-consigo-parar-de-ouvir". Mas que dá a sensação que o Stephen Malkmus acabou de levantar da cama pegar a guitarra do lado e começado a improvisar, dá. O que poderia ser horrível se ele não fosse um puta cara inteligente e sarcástico e um dos melhores compositores da sua geração.


A banda acabou depois de 5 discos, ter flertado com o grande sucesso na época do single Cut Your Hair e tacado foda-se e nunca ter feito nenhum disco mais ou menos - só excelente para cima. Quando perguntado sobre o que foi o Pavement Malkmus segurou um par de algemas em uma entrevista. Pena, mas vá atrás da carreira solo dele que é bacana. Nesse janeiro sinistro que eu passei ter Pavement no iPod foi como carregar um amigo portátil no bolso que me lembrava de vez em quando a não levar tão a sério e rir dos meus problemas. O dia que você precisar disso lembre de iluminar os cantos.

Comece por (obra prima) - Crooked Rain Crooked Rain
Aula de pop perfeito - Brighten The Corners
Atirando para todo lado - Wooe Zooe

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Da Série Playlist - o que anda queimando a baetria do meu Ipod

John Frusciante - The Empyrean

John Frusciante é o maior talento dos Red Hot CHili Peppers (fácil), um dos melhores guitarristas da atualidade, uma das maiores influências pessoais na guitarra e um doidinho que se não mandarem ele parar de melhorar não se sabe onde ele vai parar. O som dele solo se enquadraria mais dentro do indie mas não parece com outras bandas - tende a desenvolver musicas com muito espaço e meio que abstratas (além de lindas) e o lado "guitarrístico" é simplesmente perfeito. O vocal do Frusciante é bem esquisito - eu gosto, mas se dê um tempo para acustumar antes. Vindo de um cara que já se tornou quase um mendigo por causa de heroína, julgando pela obra atual dele imagino que ele esteja em um lugar plácido e com muita calma espiritual Ou pelo menos tem um bom talento para passar essas sensações. Gostei muito do disco.


Fever Ray - Fever Ray


Fever Ray é o projeto solo da Ms. Karin Dreijer, que é a maluca que é a vocalista do The Knife. Como The Knife é uma das 5 mehores bandas da atualidade e o disco dela é obrigatório. Basicamente funciona como se fosse o disco novo do The Knife, porém um pouco menos agressivo e um pouco mais ambiente - mas tão sombrio, climático, misterioso, e estranhão quanto. Banda essencial para sentir que a música não está estagnada e ainda tem para onde ir, disco ótimo para escutar sozinho no fone e sair um bocado da sua consciência - passe um tempinho em um universo alternativo que não é tão convidativo -porque assusta - mas vale cada segundo investido.


Animal Collective - Merrywheater Post Pavillion

Eu já tinha comentado aqui que gosto muito do Panda Bear mas não conheço quase nada da banda dele, e quando saiu este disco novo a crítica deu tanto tela azul que eu achei um ótima oportunidade. Meu comentário: PQP! Imagine uma espécie de Fleet Foxes mais amalucado e com bastante eletrônico misturado com acústico, ou talvez o que o Beach Boys estivessem fazendo hoje se ainda fossem ativos, e estivessem com a mente bem aberta para experimentar bastante e socar elementos eletrônicos bem bizarros ao memso tempo em que não abrem mão da melodia - sempre inesquecível - e de simplesmente fazer boa música, não música feita só para ser excêntrica. FODAÇO. Bonito para cacete e criativo, parece bem velho ao mesmo tempo em que é inegavelmente atual. Vai escutar agora. Enquanto isso eu vou atrás dos discos velhos.


Of Montreal - Skeletal Lamping

O último disco do Of Montreal (Hissing Fauna Are You The Destroyer) foi o melhor da banda, daí a grande expectativa em cima do disco novo deles. Não conseguiram atingir de novo o pico que foi o disco anterior, mas ganharam pontos por simplesmente não tentar repetir ele de novo. Esse disco novo do Of Montreal é cabuloso: parece com uma espécie de ópera rock em que cada música é feita de milhões de pedaços pequenos de músicas diferentes que vão se transformando, ou seja, você pode ouvi-lo como se fosse uma faixa só de um monte de movimentos igual acontece na música clássica. Ambicioso? Um bocado. Mas o que estão tocando? Uma espécie de funk do Prince só que mais gay (sério!!) e com os toques de som da Elephant 6 (ou seja, rockinho dos anos 60) e de novo, bastante eletrônico. Que mistureba insana é essa? Uma mistureba que confesso que foi difícil de gostar a princípio, mas que de repente teve um momento "quer saber, isso é genial" na minha cabeça. É possível que você odeie este disco, não diga que eu não avisei. Mas eu vou continuar escutando muito. A música Gallery Piece é a música de amor mais psicopata que eu já ouvi na minha vida.

Pavement - Tudo

Só agora na minha vida eu parei para aprofundar para valer em Pavement, e virei um fã. Onde eu estava que eu não estava escutando isso? Vu falar deles em um post próprio, merece.