sexta-feira, 14 de agosto de 2009
Maldito o dia
Em que eu tive que ouvir o Fresno se comparar com o Fugazi. Posso processar por falsidade ideológica?
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
Recomendation Week
Resolvi entrar na onda de dar uma chance para tudo que me recomendaram. Falaram para ouvir, eu fui lá e ouvi. A última onda de "recomendações de amigos" foi bastante positiva - aproveitamento de quase 100% e boas descobertas. Segue as que mais marcaram:
São os meus amigos Guto e Shibuco dois obcecados pela onda "menininha-indie-nerd-fofinha-em-carreira-solo-cantando-coisas-bem-pop-mas-um-pouquinho-excêntrica" e acho que isso é metade porque eles gostam de ouvir e metade porque querem casar com elas. :-) Por isso 80% das recomendações do Shibuco e 99% das do Guto me levam para o mundo da "garotinha indie pop" de novo. Costuma ser mais pop do que eu normalmente gosto, mas é claro que sempre aparece coisa boa (a começar por Cat Powers). As últimas deles foram:
Florence And The Machine - som bem variado e quase épico, arranjos grandiosos, mas não cheios de firula, mais para cheios de dramaticidade. Não é uma dramaticidade deprê mas um lance meio "eu sinto tudo que acontece com muita intensidade". Achei bem legal, tem uma voz diferentona (e potente), o disco vai de punk rock em música sobre bater no namorado até coisa orquestrada misturada com eletrônico e ótimas letras espirituosas para cacete. Não desceu bem na primeira audição mas logo na segunda saquei qual é a onda dela. Ela é meio feiosa então acho que nesse caso me recomendaram só pelo som mesmo :-)
Howling Bells - no fundo é uma banda bem indie-pop meio que tradicional, não tem nada de muito novo ou diferente mas fez um disco muito consistente (Radio Wars) que mantém sua atenção com basicamente todas as músicas boas e isso muitas vezes é suficiente. A voz da mina é muito bacana e a onda da banda me lembra um pouco um Garbage menos eletrônico (Garbage já foi muito bom inclusive), acho o clima parecido, um pouquinho de desespero romântico, um pouquinho de "sou sexy mas sou louca" e arranjos que poderiam tocar no rádio (no caso do Garbage, tocaram muito) mas não são pastiche-formuleta-Capital-Inicial. Pode ser uma ótima banda para iniciar alguém no indie - e isso é um grande elogio.
Meu amigo DJ Menorah soube do meu novo vício em jazz e me aplicou em músicas muito boas:
Jose James - voz fodaça, estilo nota 10, classe nota 11, sem viadice-frescurice-nenhuma nota desnecessária. Desenvoltura moderna, é meio que um soul + jazz cantado de um jeito cool por um cara que provavelmente gravou isso bebendo gin puro em algum lugar com muita fumaça direto na garrafa. Clássico e classudo a ponto de seu pai gostar, mas já colaborou até com Flying Lotus (que é uma espécie de novo Aphex Twin).
Soil And Pimp Sessions - jazz feito por pessoas que perceberam que a década de 50 já passou, ou seja, essas músicas não existiriam se não tivesse existido o drum and bass na década de 90, porém não precisam usar de eletrônica para ficar moderno - está na sensibilidade e no estilo, o que é um puta feito e é tudo acústico. Jazz bem pau quebrando sem dó também - neguinho estava espancando os instrumentos - mas tão na veia e livre quanto os clássicos.
Já meu brother mano Juninho tem a onda totalmente "música é feita para te acariciar e te fazer dormir" e me aplicou também alguns discos crasse. Outro camarada que é viciado em jazz (acho que ele não percebe mas é) o que me acertou mais foi:
Cinematic Orchestra - imagine se o Massive Attack não quisesse fazer música para dançar e optasse por se tornar algo como uma big band de jazz. Ou se uma banda de jazz com uma vocalista de voz suave e viajante resolvesse fazer trip hop. Daria certo? Deu demais, e curti demais os 3 discos do Cinematic que eu escutei (destaque fácil para Every Day). Músicas lentonas e enormes com algo de frio e que de repente se tornam épicas e intensas, muita orquestração de bom gosto e clima de música para ouvir bêbado depois da festa - ou até durante se for um encontro mais light.
Wynton Marsalis & Ellis Marsalis - são os jazzinhos que tocam no desenho do Snoop. Precisa mais?
São os meus amigos Guto e Shibuco dois obcecados pela onda "menininha-indie-nerd-fofinha-em-carreira-solo-cantando-coisas-bem-pop-mas-um-pouquinho-excêntrica" e acho que isso é metade porque eles gostam de ouvir e metade porque querem casar com elas. :-) Por isso 80% das recomendações do Shibuco e 99% das do Guto me levam para o mundo da "garotinha indie pop" de novo. Costuma ser mais pop do que eu normalmente gosto, mas é claro que sempre aparece coisa boa (a começar por Cat Powers). As últimas deles foram:
Florence And The Machine - som bem variado e quase épico, arranjos grandiosos, mas não cheios de firula, mais para cheios de dramaticidade. Não é uma dramaticidade deprê mas um lance meio "eu sinto tudo que acontece com muita intensidade". Achei bem legal, tem uma voz diferentona (e potente), o disco vai de punk rock em música sobre bater no namorado até coisa orquestrada misturada com eletrônico e ótimas letras espirituosas para cacete. Não desceu bem na primeira audição mas logo na segunda saquei qual é a onda dela. Ela é meio feiosa então acho que nesse caso me recomendaram só pelo som mesmo :-)
Howling Bells - no fundo é uma banda bem indie-pop meio que tradicional, não tem nada de muito novo ou diferente mas fez um disco muito consistente (Radio Wars) que mantém sua atenção com basicamente todas as músicas boas e isso muitas vezes é suficiente. A voz da mina é muito bacana e a onda da banda me lembra um pouco um Garbage menos eletrônico (Garbage já foi muito bom inclusive), acho o clima parecido, um pouquinho de desespero romântico, um pouquinho de "sou sexy mas sou louca" e arranjos que poderiam tocar no rádio (no caso do Garbage, tocaram muito) mas não são pastiche-formuleta-Capital-Inicial. Pode ser uma ótima banda para iniciar alguém no indie - e isso é um grande elogio.
Meu amigo DJ Menorah soube do meu novo vício em jazz e me aplicou em músicas muito boas:
Jose James - voz fodaça, estilo nota 10, classe nota 11, sem viadice-frescurice-nenhuma nota desnecessária. Desenvoltura moderna, é meio que um soul + jazz cantado de um jeito cool por um cara que provavelmente gravou isso bebendo gin puro em algum lugar com muita fumaça direto na garrafa. Clássico e classudo a ponto de seu pai gostar, mas já colaborou até com Flying Lotus (que é uma espécie de novo Aphex Twin).
Soil And Pimp Sessions - jazz feito por pessoas que perceberam que a década de 50 já passou, ou seja, essas músicas não existiriam se não tivesse existido o drum and bass na década de 90, porém não precisam usar de eletrônica para ficar moderno - está na sensibilidade e no estilo, o que é um puta feito e é tudo acústico. Jazz bem pau quebrando sem dó também - neguinho estava espancando os instrumentos - mas tão na veia e livre quanto os clássicos.
Já meu brother mano Juninho tem a onda totalmente "música é feita para te acariciar e te fazer dormir" e me aplicou também alguns discos crasse. Outro camarada que é viciado em jazz (acho que ele não percebe mas é) o que me acertou mais foi:
Cinematic Orchestra - imagine se o Massive Attack não quisesse fazer música para dançar e optasse por se tornar algo como uma big band de jazz. Ou se uma banda de jazz com uma vocalista de voz suave e viajante resolvesse fazer trip hop. Daria certo? Deu demais, e curti demais os 3 discos do Cinematic que eu escutei (destaque fácil para Every Day). Músicas lentonas e enormes com algo de frio e que de repente se tornam épicas e intensas, muita orquestração de bom gosto e clima de música para ouvir bêbado depois da festa - ou até durante se for um encontro mais light.
Wynton Marsalis & Ellis Marsalis - são os jazzinhos que tocam no desenho do Snoop. Precisa mais?
Coitadinho do meu blog
Tão largado... hehehehehehe não abandonei não acho que a culpa é do PS3. Se bem que eu nem tenho tempo para jogar para onde diabos tem ido meu tempo???
Vou tentar resumiu o que houve de relevante no meu pequeno e limitado mas confortável mundo:
Para os fãs de Radiohead como eu: tem 4 músicas novas para curtir pós In Rainbows. E os FDP nunca deixam cair a qualidade, é tudo nota 1000 como sempre, como é que faz isso?? Considerando a entrevista que o Thom Yorke deu essa semana dizendo que estão desinteressados no momento do formato "album" e que entrar no estúdio para gravar outro está fora de cogitação no futuro previsível, a idéia é que a banda faça mais lançamentos pequenos (EPs e singles) prncipalmente por via digital e com mais frequência. Na verdade ele disse ter um "bom plano" mas não revelou o que é.
Logo após isso a banda lançou uma música no website em homenagem ao Harry Patch, último veterano da segunda guerra a ir para combate que morreu (Harry Patch In memory Of - linda, na verdade são só cordas orquestradas e o Thom cantando em cima palavras adaptadas do próprio). Depois aparece misteriosamente na rede uma música postada em um fórum chamada "These Are My Twisted Words" dizendo que é uma música nova deles, e escutando, SEM DÚVIDA É MESMO, E DAS BOAS, ou é uma banda que emula Radiohead com 100% de perfeição e compõe tão bem quanto eles. A banda não se pronuncia... será que tem a ver com o "plano"??
As outras duas são músicas novas do Thom Yorke solo, It's All For The Best (cover incluída no cd tributo a Mark Mulcahy) e Present Tense (apresentada ao vivo). Fino do fino.
--------------------------------------------------------------------------------------------
Até aqui tinha como certo que o disco de 2009 para mim foi o Veckatimest do Grizzlly Bear, até descobrir o jj que mandou ele para a segunda posição. jj (minúsculo mesmo) é uma banda da Suécia que... na verdade é só isso que se sabe deles. Não se sabe quem é da banda (nem quantos são, aliás, só se sabe que é uma banda porque a gravadora confirma) que lançou um single chamado jj Nº 1 e agora um disco chamado jj Nº 2. Não consigo explicar de forma racional porque (e já tentei) mas eu amo esse disco. Tem só 26 minutos e quando termina eu dou play de novo. E aí termina de novo e eu dou play de novo. Tenho vontade de ouvir isso em qualquer clima - tenso, nervoso, cansado, feliz, tranquilo. No fundo é meio que um indie-pop-world-music muito levinho e até flutuante e etéreo, mas sem ser abstrato demais, é até meio que ritmado, lembra muito vagamente um Vampire Weekend com vocalista mulher e um som menos dançante e mais relax. Estranho, não deveria ser tão bom no papel, tem que escutar para entender e nem precisa escutar muito. Desafio você a ouvir isso 3 vezes (é fácil porque é curto) e não querer ouvir a quarta e a quinta e a sexta...
--------------------------------------------------------------------------------------------
Sempre gostei de hip-hop e gosto bastante de Wu-Tang Clan mas nunca havia focado no Old Dirty Bastard. Respeito total pelo disco dele que eu estou ouvindo (Nigga Please) principalmente porque passa claramente que ali não tem nada de forçado nem ensaiado, o cara é doido mesmo, levou uma vida mega caótica e insana, arrumou confusão, morreu cedo e fazia o que dava na telha, e transparece no disco. Puta clima de sujeira + caotiqueira + bom humor até (ele é meio palhação) e som secaço, sinistro e direto na veia tipo Wu-Tang da época que era foda de verdade. Todos os MCs do Wu-Tang Clan gravaram pelo menos um disco bom (vários no caso do Ghostface), fiquei até a fim de procurar qual é o canal de cada um deles. Vão atrás do Liquid Swords do GZA, eu escutava esse disco junto com Gorgoroth (clima do mal de verdade).
Vou tentar resumiu o que houve de relevante no meu pequeno e limitado mas confortável mundo:
Para os fãs de Radiohead como eu: tem 4 músicas novas para curtir pós In Rainbows. E os FDP nunca deixam cair a qualidade, é tudo nota 1000 como sempre, como é que faz isso?? Considerando a entrevista que o Thom Yorke deu essa semana dizendo que estão desinteressados no momento do formato "album" e que entrar no estúdio para gravar outro está fora de cogitação no futuro previsível, a idéia é que a banda faça mais lançamentos pequenos (EPs e singles) prncipalmente por via digital e com mais frequência. Na verdade ele disse ter um "bom plano" mas não revelou o que é.
Logo após isso a banda lançou uma música no website em homenagem ao Harry Patch, último veterano da segunda guerra a ir para combate que morreu (Harry Patch In memory Of - linda, na verdade são só cordas orquestradas e o Thom cantando em cima palavras adaptadas do próprio). Depois aparece misteriosamente na rede uma música postada em um fórum chamada "These Are My Twisted Words" dizendo que é uma música nova deles, e escutando, SEM DÚVIDA É MESMO, E DAS BOAS, ou é uma banda que emula Radiohead com 100% de perfeição e compõe tão bem quanto eles. A banda não se pronuncia... será que tem a ver com o "plano"??
As outras duas são músicas novas do Thom Yorke solo, It's All For The Best (cover incluída no cd tributo a Mark Mulcahy) e Present Tense (apresentada ao vivo). Fino do fino.
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Até aqui tinha como certo que o disco de 2009 para mim foi o Veckatimest do Grizzlly Bear, até descobrir o jj que mandou ele para a segunda posição. jj (minúsculo mesmo) é uma banda da Suécia que... na verdade é só isso que se sabe deles. Não se sabe quem é da banda (nem quantos são, aliás, só se sabe que é uma banda porque a gravadora confirma) que lançou um single chamado jj Nº 1 e agora um disco chamado jj Nº 2. Não consigo explicar de forma racional porque (e já tentei) mas eu amo esse disco. Tem só 26 minutos e quando termina eu dou play de novo. E aí termina de novo e eu dou play de novo. Tenho vontade de ouvir isso em qualquer clima - tenso, nervoso, cansado, feliz, tranquilo. No fundo é meio que um indie-pop-world-music muito levinho e até flutuante e etéreo, mas sem ser abstrato demais, é até meio que ritmado, lembra muito vagamente um Vampire Weekend com vocalista mulher e um som menos dançante e mais relax. Estranho, não deveria ser tão bom no papel, tem que escutar para entender e nem precisa escutar muito. Desafio você a ouvir isso 3 vezes (é fácil porque é curto) e não querer ouvir a quarta e a quinta e a sexta...
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Sempre gostei de hip-hop e gosto bastante de Wu-Tang Clan mas nunca havia focado no Old Dirty Bastard. Respeito total pelo disco dele que eu estou ouvindo (Nigga Please) principalmente porque passa claramente que ali não tem nada de forçado nem ensaiado, o cara é doido mesmo, levou uma vida mega caótica e insana, arrumou confusão, morreu cedo e fazia o que dava na telha, e transparece no disco. Puta clima de sujeira + caotiqueira + bom humor até (ele é meio palhação) e som secaço, sinistro e direto na veia tipo Wu-Tang da época que era foda de verdade. Todos os MCs do Wu-Tang Clan gravaram pelo menos um disco bom (vários no caso do Ghostface), fiquei até a fim de procurar qual é o canal de cada um deles. Vão atrás do Liquid Swords do GZA, eu escutava esse disco junto com Gorgoroth (clima do mal de verdade).
terça-feira, 21 de julho de 2009
Da série playlist - o que anda queimando a bateria do meu Palm enquanto o ipod está lenhado
Mr. Bungle - Mr. Bungle/Disco Volante
Já comentei neste blog que todas as milhões de bandas do Mike Patton são legais. Conhecia Mr. Bungle superficialmente e finalmente parti para aprofundar no som. Basicamente, o propósito do Mr. Bungle é te deixar louco. Cada música cobre duzentos estilos diferentes - de jazz a death metal passando por música de circo e música árabe no caminho - e cada mudança dura poucos segundos e não faz sentido nenhum. Tudo extremamente bem executado por sinal - caos mais controlado que eu já vi. O disco Mr. Bungle ainda dá, fazendo um pouco de força, para considerar um disco de funk-metal muito excêntrico. Já o Disco Volante - que é enorme e estou considerando uma espécie de épico da música experimental - posso explicar assim: comentei com o vocalista da minha banda que eu passei a semana escutando o disco e ele me olhou com cara de preocupado de verdade - "não faz isso não cara".
Peaches - I Feel Cream
Apesar de continuar pornozona, a Peaches está ficando velha, o que significa que 1-está aprendendo a usar o sintetizador direito e 2-deu o primeiro passo para fazer talvez um dia um disco que possa se pensar em usar a palavra "maduro". Um pouco menos do espírito punkaço dos primeiros só que com batidas melhores. Funciona para mim.
Mos Def - The Ecstatic
O fato de estarmos em pleno auge comercial do hip-hop está fazendo com que os lançamentos realmente interessantes fiquem muito espaçados - o último disco que eu havia gostado antes desse foi o do Q-Tip. Mos Def faz a linha de boas letras políticas - o disco abre com um discurso do Malcom X - batidas bem tensas mas sem perder a verve dançante e influências latinas (música Chicanas e umas letras em espanhol). Discaço e literalmente água no deserto do hip-hop.
Grizzly Bear – toda a discografia no repeat
Se eu ainda não te convenci no post anterior: vá ouvir Grizzly Bear agora.
War on Drugs – Wagonwheel Blues
O nome péssimo talvez esteja fazendo essa banda receber menos atenção que merece. Me interessei por escutar isso depois de ler trocentas mil e uma entrevistas com artistas que eu gosto que quando perguntados o que andam ouvindo agora responderam “War On Drugs”. Pense (gaurdadas as devidas proporções de talento) no que aconteceria se o Bob Dylan fizesse uma banda hoje – voz esquisita e anasalada, ótimas e compridas letras e um som moderno com um pé no blues velho e outro no indie moderno. Não é coisa que se vê todo dia. Apesar do nome horroroso.
Já comentei neste blog que todas as milhões de bandas do Mike Patton são legais. Conhecia Mr. Bungle superficialmente e finalmente parti para aprofundar no som. Basicamente, o propósito do Mr. Bungle é te deixar louco. Cada música cobre duzentos estilos diferentes - de jazz a death metal passando por música de circo e música árabe no caminho - e cada mudança dura poucos segundos e não faz sentido nenhum. Tudo extremamente bem executado por sinal - caos mais controlado que eu já vi. O disco Mr. Bungle ainda dá, fazendo um pouco de força, para considerar um disco de funk-metal muito excêntrico. Já o Disco Volante - que é enorme e estou considerando uma espécie de épico da música experimental - posso explicar assim: comentei com o vocalista da minha banda que eu passei a semana escutando o disco e ele me olhou com cara de preocupado de verdade - "não faz isso não cara".
Peaches - I Feel Cream
Apesar de continuar pornozona, a Peaches está ficando velha, o que significa que 1-está aprendendo a usar o sintetizador direito e 2-deu o primeiro passo para fazer talvez um dia um disco que possa se pensar em usar a palavra "maduro". Um pouco menos do espírito punkaço dos primeiros só que com batidas melhores. Funciona para mim.
Mos Def - The Ecstatic
O fato de estarmos em pleno auge comercial do hip-hop está fazendo com que os lançamentos realmente interessantes fiquem muito espaçados - o último disco que eu havia gostado antes desse foi o do Q-Tip. Mos Def faz a linha de boas letras políticas - o disco abre com um discurso do Malcom X - batidas bem tensas mas sem perder a verve dançante e influências latinas (música Chicanas e umas letras em espanhol). Discaço e literalmente água no deserto do hip-hop.
Grizzly Bear – toda a discografia no repeat
Se eu ainda não te convenci no post anterior: vá ouvir Grizzly Bear agora.
War on Drugs – Wagonwheel Blues
O nome péssimo talvez esteja fazendo essa banda receber menos atenção que merece. Me interessei por escutar isso depois de ler trocentas mil e uma entrevistas com artistas que eu gosto que quando perguntados o que andam ouvindo agora responderam “War On Drugs”. Pense (gaurdadas as devidas proporções de talento) no que aconteceria se o Bob Dylan fizesse uma banda hoje – voz esquisita e anasalada, ótimas e compridas letras e um som moderno com um pé no blues velho e outro no indie moderno. Não é coisa que se vê todo dia. Apesar do nome horroroso.
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terça-feira, 14 de julho de 2009
Da Série Random Music - All We Ask
Tem um tempo bom que eu não posto sobre bandas realmente novas aqui. Não parei de escutá-las - na verdade tem uma boa lista de coisas legais acontecendo que vou colocar num post daqueles estilos "playlist". Mas tinha um bom tempo que eu não fazia uma descoberta daquelas de banda que vai durar e que você vai ouvir um bocado de tempo, e empolga a ir atrás dos discos antigos e tudo mais. Dessa vez demorou mas enfim aconteceu de novo.Tem um "gênero musical" que os americanos chamam de "dream pop". Não temos um termo bom para traduzir mas acho um termo ótimo e representativo do som. É basicamente música para te passar a sensação de sonhar acordado. Normalmente leve e "flutuante", solta, viajante, com pé no pop mas feito menos para ser cantada junto e mais para ser deixada passar por você como uma espécie de onda que não tem pressa, não tem preocupação em te balançar mas em te levar flutuando para cima bem devagar. Tem gente que define que é o ópio sonoro. Tem diversas bandas que já receberam esse título - Galaxie 500 me vem à cabeça porque encaixa muito na descrição e eu acho que funciona muito bem com esse intuito - e algumas que estão se engajando nisso por agora. Aliás, se pedirem para você definir onde está o indie rock em 2009 (não em 1999 ou 1989) para mim está claramente no folk experimental e no dream pop. E bati de frente com a banda que está melhor fazendo isso na atualidade.
Grizzly Bear era basicamente o nome que um rapaiz do Brooklyn, Ed Droste, escolheu para se apresentar com uma banda que era basicamente ele sozinho. E a onda do rapaiz é bem folkzinho - quase só voz e violão e alguns outros sons bem étéreos e delicados viajando por trás, tudo gravado sem muita definição sonora e feito com simplicidade que culminaram num disco incrivelmente atmosférico dado as limitações do formato - Horn Of Plenty. A partir daí ele sentiu que valia a pena investir no negócio e o Grizzly Bear virou uma banda de fato.
Porém "folk" é muito limitante para definir os camaradas. Folk funciona como a base e a cola para o som, tanto quanto metal e borracha é a base para fazer um carro - quer dizer, está ali, no fundo, sustentando tudo, mas o resultado final vai muito mais além, até porque a banda não se limita - faz barulho quando precisa, usa de música eletrônica, tem arranjos vocais maravilhosos estilo Fleet Foxes e ainda assim em agradou muito porque é muito "me leva longe" e tem um estilo de composição bem único. Ou seja, não consigo te dizer com o que eles parecem. O que para mim é um dos melhores elogios que um músico pode ganhar.
Não vá com pressa. Não é daquelas bandas que vão te dar um soco no estômago. Você não vai sacar de imediato o quanto é bom. Deixe o som rolar. Escute no fone bem alto e saque aos poucos quantas nuances existem ali - eles tem a fama de trabalhar os discos deles obssesivamente. E de repente vai te dar um clique. E quando você mudar de disco vai te dar outro clique igual. E aí, brother, assim como eu, você já era. Mais um fã de Grizzly Bear.
Comece por - na verdade por qualquer um, mas o mais "pop" e "fácil de ouvir" é o novo (Veckatimest)
Maravilhosamente cheio de detalhes - Yellow House
Não é bem o Grizzly Bear ainda mas muito atmosférico e bonito - Horn Of Plenty
sexta-feira, 3 de julho de 2009
Eu quero ser o Beck
O Beck é o tipo de cara que ama música, vive de música e passa o tempo livre dele também fazendo música, e ainda tem o tipo de idéia maluca que eu adoraria levar para frente também.
A última viagem dele se chama record club e é uma idéia excelente.
Os passos são:
1-ele escolhe um disco;
2-ele chama alguns amigos músicos (tipo Devendra Banhart e os caras do MGMT);
3-eles passam um dia no estúdio e sem ensaio prévio nem trabalho de arranjo eles gravam covers de todas as músicas do disco;
4-eles postam vídeos dessas músicas no www.beck.com, uma por dia.
E começaram destruidoramente bem com o classicaço primeiro disco do Velvet Underground. Hoje inclusive postaram Femme Fatale.
Eu posso ser o Beck????
A última viagem dele se chama record club e é uma idéia excelente.
Os passos são:
1-ele escolhe um disco;
2-ele chama alguns amigos músicos (tipo Devendra Banhart e os caras do MGMT);
3-eles passam um dia no estúdio e sem ensaio prévio nem trabalho de arranjo eles gravam covers de todas as músicas do disco;
4-eles postam vídeos dessas músicas no www.beck.com, uma por dia.
E começaram destruidoramente bem com o classicaço primeiro disco do Velvet Underground. Hoje inclusive postaram Femme Fatale.
Eu posso ser o Beck????
terça-feira, 30 de junho de 2009
A Looking In View
Alice in Chains colocou a música nova deles para download de grátis no site oficial. Uma música de 7 minutos. Pontos para o movi anti comercial.
Achei... from hell e obscura o suficiente. :-D
Aprovada pelo Rise From Your Grave e pelo Leandro adolescente que escutou esses caras até gastar o cd.
(só espero que o resto do disco faça juz)
Achei... from hell e obscura o suficiente. :-D
Aprovada pelo Rise From Your Grave e pelo Leandro adolescente que escutou esses caras até gastar o cd.
(só espero que o resto do disco faça juz)
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