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quinta-feira, 22 de abril de 2010

Da Série Playlist - o que anda queimando a bateria do meu ipod


jj - jj n° 3: a (não tão mais) enigmática banda lançou o segundo disco rapidinho (o jj n° 1 é um single) e fez o movimento sábio de não tentar fazer a mesma coisa tudo de novo. jj - minúsculo mesmo - é uma das bandas que como já mencionei encaixo na categoria "não consigo absolutamente explicar porque eu amo isso". Talvez seja a combinação de uma voz etérea muito bonita quase Enya em cima de instrumental muito leve que você nunca sabe se é extremamente acústica ou totalmente eletrônica cantando sobre ter uma overdose de heroína e outros temas normalmente gritados. Acho que sou atraído sempre por música que parece ser tão natural que nasceu sozinha, ainda mais porque sei que é o tipo de música mais difícil de fazer. Este disco tem um tom bem mais triste que o anterior o que o faz ser um pouco mais lento de absorver, mas conserva a descida fácil e as propriedades relaxantes-hipnotizantes e outros antes. Dá para ouvir até com a sua mãe.


Besnard Lakes - Are The Roaring Night: muito fácil definir os Besnard Lakes ao mesmo tempo em que é a coisa mais impossível do mundo. Indie rock moderno com um lado pop e outro bem experimental, backing vocals trabalhados devendo aos Beach Boys, voz masculina e feminina alternando nas músicas, falta de medo de falsete, falta de medo de colocar guitarra alta e de fazer música compridona e que demora a se desenvolver, até uma pitada de leve de Pink Floyd mas sem a parte chata. Parece uma das boas bandas que poderia ser da Elephant 6. E agora isso tudo que você leu não te passou uma boa idéia do que a banda é, porque você pode ter imaginado tudo isso na sua cabeça e pensado em algo como os Yo la Tengo ou o Of Montreal e essas bandas não se parecem em nada. Sabe quando você tenta explicar para alguém porque ele deveria ver uma determinada série de tv e não consegue colocar em palavras o que ela tem de especial, percebendo que na verdade não existe nada de realmente novo ali, apenas o velho porém extremamente bem feito e satisfatório? Faz o seguinte, em vez de ficar lendo aqui escuta a música "and this is what we call progress" que eu até aqui declaro a melhor de 2010 e depois a gente conversa.


Deftones - Diamond Eyes: sempre foram uma das minhas bandas preferidas e estão passando por um momento complicado - o baixista sofreu um acidente de carro a mais de um ano e está em coma desde então; haviam gravado um disco inteiro com ele que não querem lançar porque "não reflete o que a banda é agora" e gravaram outro, que é este Diamond Eyes. Não gosto da desgraça dos outros mas momentos difíceis sempre geram boas obras de arte e PQP, não precisavam humilhar! Disco diretaço na veia que lembra o Around The Fur, basicamente tudo que o Deftones é ampliado para 11 e com espírito "corta a baboseira", foi um ótimo movimento para uma banda que estava se tornando abstrata demais. Se você tem qualquer nível de interesse em metal (apesar de ser um rótulo discutível para eles) vá sem dó.



Outras recomendações recentes que exploro melhor nos próximos posts:



Zola Jesus - Spoils -> o gótico ainda existe, ainda é ridículo, e ainda é foda

Warpaint - Exquisite Corpse -> indie-pop épico com vocais bonitinhos de menininha distorcidos sem dó

Gorillaz - Plastic Beach -> pop + hip hop + eletrônico + lou reed + bom gosto

The Knife - Tomorrow, In a Year -> The Knife fazendo ópera baseada na vida de Darwin é para amar e odiar alternadamente

Hot Chip - One Life Stand -> eletrônico de pista para ouvir em casa com a namorada por menos sentido que isso faça

Fucked Up - Couple Tracks -> o que seria do filho do Sick Of It All com Pixies, ou seja, hardcore brutal com preocupação em ter guitarras e melodias interessantes e diferentes (apesar deste disco em particular meio que largar essas idéias para lá e vamos só sentar a porrada) - ah, e é também a melhor banda punk da atualidade ok?

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Coitadinho do meu blog

Tão largado... hehehehehehe não abandonei não acho que a culpa é do PS3. Se bem que eu nem tenho tempo para jogar para onde diabos tem ido meu tempo???

Vou tentar resumiu o que houve de relevante no meu pequeno e limitado mas confortável mundo:

Para os fãs de Radiohead como eu: tem 4 músicas novas para curtir pós In Rainbows. E os FDP nunca deixam cair a qualidade, é tudo nota 1000 como sempre, como é que faz isso?? Considerando a entrevista que o Thom Yorke deu essa semana dizendo que estão desinteressados no momento do formato "album" e que entrar no estúdio para gravar outro está fora de cogitação no futuro previsível, a idéia é que a banda faça mais lançamentos pequenos (EPs e singles) prncipalmente por via digital e com mais frequência. Na verdade ele disse ter um "bom plano" mas não revelou o que é.
Logo após isso a banda lançou uma música no website em homenagem ao Harry Patch, último veterano da segunda guerra a ir para combate que morreu (Harry Patch In memory Of - linda, na verdade são só cordas orquestradas e o Thom cantando em cima palavras adaptadas do próprio). Depois aparece misteriosamente na rede uma música postada em um fórum chamada "These Are My Twisted Words" dizendo que é uma música nova deles, e escutando, SEM DÚVIDA É MESMO, E DAS BOAS, ou é uma banda que emula Radiohead com 100% de perfeição e compõe tão bem quanto eles. A banda não se pronuncia... será que tem a ver com o "plano"??

As outras duas são músicas novas do Thom Yorke solo, It's All For The Best (cover incluída no cd tributo a Mark Mulcahy) e Present Tense (apresentada ao vivo). Fino do fino.
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Até aqui tinha como certo que o disco de 2009 para mim foi o Veckatimest do Grizzlly Bear, até descobrir o jj que mandou ele para a segunda posição. jj (minúsculo mesmo) é uma banda da Suécia que... na verdade é só isso que se sabe deles. Não se sabe quem é da banda (nem quantos são, aliás, só se sabe que é uma banda porque a gravadora confirma) que lançou um single chamado jj Nº 1 e agora um disco chamado jj Nº 2. Não consigo explicar de forma racional porque (e já tentei) mas eu amo esse disco. Tem só 26 minutos e quando termina eu dou play de novo. E aí termina de novo e eu dou play de novo. Tenho vontade de ouvir isso em qualquer clima - tenso, nervoso, cansado, feliz, tranquilo. No fundo é meio que um indie-pop-world-music muito levinho e até flutuante e etéreo, mas sem ser abstrato demais, é até meio que ritmado, lembra muito vagamente um Vampire Weekend com vocalista mulher e um som menos dançante e mais relax. Estranho, não deveria ser tão bom no papel, tem que escutar para entender e nem precisa escutar muito. Desafio você a ouvir isso 3 vezes (é fácil porque é curto) e não querer ouvir a quarta e a quinta e a sexta...
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Sempre gostei de hip-hop e gosto bastante de Wu-Tang Clan mas nunca havia focado no Old Dirty Bastard. Respeito total pelo disco dele que eu estou ouvindo (Nigga Please) principalmente porque passa claramente que ali não tem nada de forçado nem ensaiado, o cara é doido mesmo, levou uma vida mega caótica e insana, arrumou confusão, morreu cedo e fazia o que dava na telha, e transparece no disco. Puta clima de sujeira + caotiqueira + bom humor até (ele é meio palhação) e som secaço, sinistro e direto na veia tipo Wu-Tang da época que era foda de verdade. Todos os MCs do Wu-Tang Clan gravaram pelo menos um disco bom (vários no caso do Ghostface), fiquei até a fim de procurar qual é o canal de cada um deles. Vão atrás do Liquid Swords do GZA, eu escutava esse disco junto com Gorgoroth (clima do mal de verdade).