sexta-feira, 28 de novembro de 2008
só uma última idéia aleatória do nada
Sair para beber com amigo cirurgião toráxico que já teve que apertar um coração batendo na mão para parar um sangramento enquanto tentava costurar com a outra mão realmente coloca qualquer problema profissional que você esteja passando em perspectiva.
Um monte de idéias aleatórias do nada
Kanye West gravou um disco que não é de hip hop e se aproxima do R&B, que eu detesto. Mas é tão bem produzido e desesperado que está me exigindo formar uma opinião... ainda não consegui... gosto de ser desafiado por música nova
Cat Power realmente é muito bom, está merecendo o tempo que eu estou passando para conhecer ô mulherzinha deprê! Música deprê é sempre bem vinda
Fiquei assistindo Losc tocando no youtube me bateu uma tristeza nostálgica tremenda
Li o volume 2 da coletânea de contos do Conan escutando Nachtmystium... acho que nunca o que eu estava ouvindo se encaixou tanto no que eu estava lendo
Alguém se importa com o fato do Guns And Roses ter finalmente voltado? Eu não...
Cat Power realmente é muito bom, está merecendo o tempo que eu estou passando para conhecer ô mulherzinha deprê! Música deprê é sempre bem vinda
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Alguém se importa com o fato do Guns And Roses ter finalmente voltado? Eu não...
DEUS TOCA NO BRASIL
PQP RIO E SÃO PAULO EM MARÇO!!!!!!!!!!!!!!!
DSOADMNAS SD DSAJIDNF WIUFRH8Q345R23PÉL.23 ASDLKSA EWR4NPRSDJKLF EWIOR4BN GKÇDFN DUH43T98REFNLKSDF SDÇLKFN DOJGNREUINSDI!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
RADIOHEAD
00:00 DO DIA 5/12 NO INGRESSO.COM
EU VOU QUEM VAI COMIGO??????????!?!?!?!?!?!?
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quarta-feira, 26 de novembro de 2008
Guia Rise From Your Grave para a discografia do The Cure
Three Imaginary Boys/Boys Don't Cry/Seventeen Seconds - os dois primeiros discos são respectivamente a versão inglesa e americana do primeiro disco do The Cure. Defino esses discos como o exemplo mais perfeito possível do que é post-punk - é exatamente o som que se espera do pessoal que estava envolvido com o punk no fim da década de 70/início do 80 e queria expandir as possibilidades do gênero (ou seja, simplicidade, audácia, um som direto e um pouco dark mas com uma onda mais pop substituindo a agressividade do punk - entenda "pop" como um pop não muito convencional nesse caso). Prefira o Boys Don't Cry que o Imaginary Boys - ele inclui os singles da época no lugar de músicas meio medianas que apareceram na versão inglesa.
O Seventeen Seconds é basicamente uma versão bem mais lentona, SUPER climática e instrospectiva do primeiro disco.
Ah, e a música Boys Don't Cry que você provavelmente conhece não é um bom exemplo da banda que o The Cure era - (gosto dela mas) é muito pop e muito feliz para a onda meio dark que eles já tinham no início e que depois ficou bem mais forte.
Não são as melhores obras do Cure, mas tem que se considerar que eu estou falando de uma banda excepcional - estão sem dúvida entre as melhores obras do post punk fácil e são muito bons para se entender essa época do rock.
O que é essa época do The Cure para mim: pop neurótico e excêntrico
Faith/Pornography - todo mundo quando pensa em The Cure sempre pensa em tristeza, gótico, dark, coisa from hell e deprê. Embora o The Cure seja uma das bandas mais criativas e variadas do rock (o que significa que já fizeram de tudo), eles possuem essa fama por causa dessa época. E que, não por acaso, é a época definidora (e a melhor) do The Cure.
Apesar dos discos anteriores serem com certeza cinza, a partir do Faith para mim o The Cure ficou preto. O Faith ainda tem muito de post punk - me parece por vezes uma versão muito mais bem acabada (e muito mais malvada) do primeiro disco. O Faith é estar na beira do abismo o contemplando. E o Pornography é a queda - rápido, raivosaço, para baixo sem dó, louco, agressivão. Para mim, além de ser o melhor disco The Cure, é o melhor para começar - esse disco te dá um soco na cara. Se você não gostar do Pornography desiste dessa banda e passa para a próxima. Mas não escute ele em qualquer hora. Escolha uma hora em que você precisa tomar uma porrada.
O Head On The Door deve agradar à maioria das pessoas - é conhecido como "o único disco do The Cure que dá para tocar em uma festa" e é ótimo exemplo de bom pop oitentão, vai ser este o disco onde você vai conhecer previamente a maioria das músicas. Se você tem predileção pelo lado pop da banda este é O disco para você. Eu, inclusive, gosto bastante.
O que é essa época do The Cure para mim: familiar e fácil de ouvir e ainda assim muito bom
Kiss Me Kiss Me Kiss Me/Disintegration - após caminhar nos dois extremos, o Cure basicamente fez um "junta tudo", o que nem sempre funciona. A sorte deles foi que fizeram isso em uma época de extrema criatividade - o que resultou no ápice da banda. Aqui eles somaram maturidade + fome de fazer música boa + todas as tendências que eles tocaram na carreira até aqui e conseguiram fazer a soma valer mais que suas partes. O Disintegration é por excelência o documento definitivo do The Cure e vai sempre ser recomendado para você como o "melhor disco" - e merece. É épico e abrangente, mas é ao mesmo tempo focado e bonito. Em resumo: consegue te mostrar um pouco de cada lado da banda e o faz maravilhosamente bem.
Isso eu já meio que esperava desse disco porque ele tem essa fama, mas a grande surpresa mesmo foi o Kiss Me Kiss Me Kiss Me, que eu nunca havia ouvido falar antes de conhecer e me derrubou porque se provou mais ou menos com a mesma onda (e a mesma qualidade) do Disintegration, mas é mais longo e mais variado, o que o faz parecer ainda mais épico. Para mim, empate para os dois. E se o Cure tivesse acabado nessa época já ia ser lendário. Cada música desses dois discos funciona sozinha e te leva para um mundo diferente. Se tiver que escolher só um, por mim, qualquer um desses dois.
O que é essa época do The Cure para mim: provou ser uma das melhores bandas de rock da história
Wish/Wild Mood Swings/Bloodflowers/The Cure - isso aqui é o The Cure "maduro". Depois de destruir o mundo com os últimos dois discos (e ser reconhecido por isso na época do Disintegration), não havia mais nada para provar. Então a partir daqui (com alguns desvios) acontece o que acontece, por exemplo, depois do Technique (New Order) e depois do Goo (Sonic Youth): a banda chegou no seu ápice, sabe disso, e meio que nem tenta forçar a barra mais. Quase toda (boa) banda tem esse destino: o som se estabiliza, no sentido que não é tão eletrizante quanto o que veio antes mas por outro lado é consistente e normalmente não decepciona. Ou seja, são ótimos discos - e vou falar pela milésima vez, um disco mediano de uma banda foda bate o disco foda das bandas medianas - mas não vão mudar a vida de ninguém.
O Wish é bem a definição do que é o "Cure maduro", tendendo um pouco mais para o lado eletrônico (e tem uma das músicas mais famosas e bacanas, Friday I'm In Love, talvez o último hit relevante de verdade deles). O Wild Mood Swings é a tentativa de quebrar essa onda de "som estável" e tentar coisas diferentes - mas esses experimentos (com música latina por exemplo !?!?!) na minha opinião pouco tinham a ver com o The Cure e geraram o disco que eu menos gosto de ouvir, junto com o The Top.
O Bloodflowers foi uma espécie de "Death Magnetic" no sentido de que foi uma tentativa consciente de fazer um disco que soa como The Cure antigo. Isso fez a crítica pegar no pé do disco, na minha opinião injustamente, porque sinceramente foi uma boa opção depois das viagens erradas do Wild Mood Swings e na minha opinião é MUITO bom. E o melhor disco pós-disintegration do The Cure é o que se chama simplesmente "The Cure" - raivoso e intenso, surpreendeu um disco assim nessa altura do campeonato, fez o que para mim deveria ser a banda hoje (ou seja, não tentou repetir o passado nem assumiu nenhum desvio sem sentido, é simplesmente o crescimento natural - e bem porrada - do som deles) e acabou de supetão entrando na minha lista de discos preferidos- inclusive apesar de ser tardio é também um bom disco para começar.
Saiu a bem pouco tempo um disco novo, 4:13 Dream. Já está no meu itunes para ser escutado. Reporto quando puder!
O que é essa época do The Cure para mim: estável, no (bom) sentido de que disco após disco tende a manter a alta qualidade e no (mau) sentido de que tende a não surpreender mais.
O Seventeen Seconds é basicamente uma versão bem mais lentona, SUPER climática e instrospectiva do primeiro disco.
Ah, e a música Boys Don't Cry que você provavelmente conhece não é um bom exemplo da banda que o The Cure era - (gosto dela mas) é muito pop e muito feliz para a onda meio dark que eles já tinham no início e que depois ficou bem mais forte.
Não são as melhores obras do Cure, mas tem que se considerar que eu estou falando de uma banda excepcional - estão sem dúvida entre as melhores obras do post punk fácil e são muito bons para se entender essa época do rock.
O que é essa época do The Cure para mim: pop neurótico e excêntrico
Faith/Pornography - todo mundo quando pensa em The Cure sempre pensa em tristeza, gótico, dark, coisa from hell e deprê. Embora o The Cure seja uma das bandas mais criativas e variadas do rock (o que significa que já fizeram de tudo), eles possuem essa fama por causa dessa época. E que, não por acaso, é a época definidora (e a melhor) do The Cure.
Apesar dos discos anteriores serem com certeza cinza, a partir do Faith para mim o The Cure ficou preto. O Faith ainda tem muito de post punk - me parece por vezes uma versão muito mais bem acabada (e muito mais malvada) do primeiro disco. O Faith é estar na beira do abismo o contemplando. E o Pornography é a queda - rápido, raivosaço, para baixo sem dó, louco, agressivão. Para mim, além de ser o melhor disco The Cure, é o melhor para começar - esse disco te dá um soco na cara. Se você não gostar do Pornography desiste dessa banda e passa para a próxima. Mas não escute ele em qualquer hora. Escolha uma hora em que você precisa tomar uma porrada.
O que é essa época do The Cure para mim: único e de dar medo
The Top/The Head On The Door - Como não dava para ficar mais dark que o Pornography, viraram o carro para outro lado e ficaram completamente pop. Essa é a fase popzona do The Cure da década de 80, e não por acaso daqui vem várias das músicas mais conhecidas. O The Top é o Cure aprendendo a fazer pop (inclusive com muito da fase goticona ainda, escute a música "The Top" por exemplo), mas como ainda era muito transição - um pé aqui e outro lá - acaba acompanhando o Wild Mood Swings para mim como um dos discos menos interessantes.
O Head On The Door deve agradar à maioria das pessoas - é conhecido como "o único disco do The Cure que dá para tocar em uma festa" e é ótimo exemplo de bom pop oitentão, vai ser este o disco onde você vai conhecer previamente a maioria das músicas. Se você tem predileção pelo lado pop da banda este é O disco para você. Eu, inclusive, gosto bastante.
O que é essa época do The Cure para mim: familiar e fácil de ouvir e ainda assim muito bom
Kiss Me Kiss Me Kiss Me/Disintegration - após caminhar nos dois extremos, o Cure basicamente fez um "junta tudo", o que nem sempre funciona. A sorte deles foi que fizeram isso em uma época de extrema criatividade - o que resultou no ápice da banda. Aqui eles somaram maturidade + fome de fazer música boa + todas as tendências que eles tocaram na carreira até aqui e conseguiram fazer a soma valer mais que suas partes. O Disintegration é por excelência o documento definitivo do The Cure e vai sempre ser recomendado para você como o "melhor disco" - e merece. É épico e abrangente, mas é ao mesmo tempo focado e bonito. Em resumo: consegue te mostrar um pouco de cada lado da banda e o faz maravilhosamente bem.
Isso eu já meio que esperava desse disco porque ele tem essa fama, mas a grande surpresa mesmo foi o Kiss Me Kiss Me Kiss Me, que eu nunca havia ouvido falar antes de conhecer e me derrubou porque se provou mais ou menos com a mesma onda (e a mesma qualidade) do Disintegration, mas é mais longo e mais variado, o que o faz parecer ainda mais épico. Para mim, empate para os dois. E se o Cure tivesse acabado nessa época já ia ser lendário. Cada música desses dois discos funciona sozinha e te leva para um mundo diferente. Se tiver que escolher só um, por mim, qualquer um desses dois.
O que é essa época do The Cure para mim: provou ser uma das melhores bandas de rock da história
Wish/Wild Mood Swings/Bloodflowers/The Cure - isso aqui é o The Cure "maduro". Depois de destruir o mundo com os últimos dois discos (e ser reconhecido por isso na época do Disintegration), não havia mais nada para provar. Então a partir daqui (com alguns desvios) acontece o que acontece, por exemplo, depois do Technique (New Order) e depois do Goo (Sonic Youth): a banda chegou no seu ápice, sabe disso, e meio que nem tenta forçar a barra mais. Quase toda (boa) banda tem esse destino: o som se estabiliza, no sentido que não é tão eletrizante quanto o que veio antes mas por outro lado é consistente e normalmente não decepciona. Ou seja, são ótimos discos - e vou falar pela milésima vez, um disco mediano de uma banda foda bate o disco foda das bandas medianas - mas não vão mudar a vida de ninguém.
O Wish é bem a definição do que é o "Cure maduro", tendendo um pouco mais para o lado eletrônico (e tem uma das músicas mais famosas e bacanas, Friday I'm In Love, talvez o último hit relevante de verdade deles). O Wild Mood Swings é a tentativa de quebrar essa onda de "som estável" e tentar coisas diferentes - mas esses experimentos (com música latina por exemplo !?!?!) na minha opinião pouco tinham a ver com o The Cure e geraram o disco que eu menos gosto de ouvir, junto com o The Top.
O Bloodflowers foi uma espécie de "Death Magnetic" no sentido de que foi uma tentativa consciente de fazer um disco que soa como The Cure antigo. Isso fez a crítica pegar no pé do disco, na minha opinião injustamente, porque sinceramente foi uma boa opção depois das viagens erradas do Wild Mood Swings e na minha opinião é MUITO bom. E o melhor disco pós-disintegration do The Cure é o que se chama simplesmente "The Cure" - raivoso e intenso, surpreendeu um disco assim nessa altura do campeonato, fez o que para mim deveria ser a banda hoje (ou seja, não tentou repetir o passado nem assumiu nenhum desvio sem sentido, é simplesmente o crescimento natural - e bem porrada - do som deles) e acabou de supetão entrando na minha lista de discos preferidos- inclusive apesar de ser tardio é também um bom disco para começar.
Saiu a bem pouco tempo um disco novo, 4:13 Dream. Já está no meu itunes para ser escutado. Reporto quando puder!
O que é essa época do The Cure para mim: estável, no (bom) sentido de que disco após disco tende a manter a alta qualidade e no (mau) sentido de que tende a não surpreender mais.
terça-feira, 25 de novembro de 2008
Da Série Random Music - Cotonete Rapper
Recentemente saiu um disco novo de um camarada esquema "Portishead - Guns And Roses - Brian Wilsson", ou seja, sumiu por séculos e voltou com muita expectativa para cumprir. Antigo líder do A Tribe Called Quest - que eu acho fodástico e recomendei bastante aqui - o mr. Q-Tip (hehehehehehe "cotonete", na verdade ele tem esse nome porque tem a capacidade de "entrar dentro do ouvido das pessoas") não havia lançado nada desde 1999. Aparentemente não por culpa dele, porque era jogado de um lado para o outro pelas gravadoras e segundo ele gravou 3 discos inteiros que não saíram (um deles, "Kamaal The Abstract", que recebeu esse nome depois que Q-Tip se converteu ao islamismo e mudou o nome para Kamaal Ibn John Fareed, chegou a ser divulgado). Um rapper islâmico que teve 3 discos rejeitados por ser anticomerciais? Ótima notícia e bom indicativo que é coisa boa.
Estou citando o Q-Tip como bom disco para gostar de hip hop porque, no fundo mesmo não tenho muito como hip hop. A Tribe Called Quest misturava - com muito sucesso - jazz e hip hop de um jeito estiloso e dançante. Esse disco novo do Q-Tip (The Renaissance) é, para mim, um disco de soul. Tudo bem que soul + hip hop é a tendência do hip hop moderno (pelo menos do hip hop bom), como você viu (ou não :-) ) em bons discos do Kanye West, Lupe Fiasco, Wale e etc. Mas aqui é basicamente aquele soul bem na veia e dançante, muitas backing vocals, piano, guitarra funky, umas linhas de baixo bacanaças, tudo bem trabalhado e bem feito, muita coisa não é sampleada e ao vivo é tudo tocado com uma banda mesmo. E, em cima disso, rola uns vocais de hip hop. Ás vezes o Q-Tip deixa o pau quebrando no soul e só entra depois da metade da música. No fundo é um camarada que domina um monte de estilos, tem um ótimo senso de espaço e não se vê como rapper - se vê simplesmente como músico. Está sendo bastante aclamado por merecimento - e para entrar na lista de "participações surreais" na semana passada o Prince entrou no palco (para surpresa da própria banda), tirou a guitarra do guitarrista, tocou a música com eles e saiu também do nada sem dizer uma palavra. O Prince gosta, cara, o negócio é bom.
Dê uma chance ao hip hop com cabeça aberta. Se gostar de Q-Tip você está abrindo a porta tanto para o Marvin Gaye quanto para o Wu-Tang Clan. Mata dois cajados com um coelho só :-)
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
Da Série Random Music - A Química da Vida Comum
Bandas que são difíceis de entender e que acabam mistrando todos os elementos que normalmente não se misturam ou "não se deve" misturar na minha opinião na maior parte das vezes dão resultados mais legais mesmo que bizarros ou confusos do que aquelas que não arriscam nada. Dentro de gêneros mais limitantes e cheio de regras (aliás, justamente os gêneros que deveriam ser mais contra as regras que existem) como o hardcore isso costuma me empolgar ainda mais, porque demandam mais coragem e é menos comum de ver acontecer. Quantas bandas de harcore você conhece que descrevem seu disco como "um épico expansivo sobre os mistérios do nascimento, morte, e as origens da vida e de reviver"?? Pessoas toscas que fazem música toscona com intenções bonitas e intelectuais por trás comandam o batatal.Essa banda é canadense e já começou a se avacalhar comercialmente pelo nome - Fucked Up. Na maior parte das vezes descartando o formato álbum (90% dos lançamentos do Fucked Up são através de singles, eles preferem lançar sua música duas de cada vez) torna a banda super difícil de acompanhar. E quando fazem aparições públicas é para causar terrorismo - toparam tocar na MTV, mas o show foi dentro de um banheiro e foi interrompido depois da primeira música quando a banda e os fãs basicamente começaram a destruir o prédio inteiro. Bacana de uns caras que apóiam explicitamente os anarquistas espanhóis (dentro dos singles vem um monte de material de propaganda deles) e a SI. Na verdade a postura da banda nem sempre é clara, e quando utlizaram material nazista em um single (como crítica e não como apoio) só se importaram em se explicar depois de apanhar no palco. UHAUAHAAHUAHHA viva para o movimento punk que apesar de adorar uma garrafada e uma facada continua peitando os nazis (ou mesmo os suspeitos de ser nazi).
Mas o que importa mesmo é o som, e é por isso que você deveria se importar com o Fucked Up. Um dia eu estava tentando recomendar ele para um amigo e para tentar explicar a banda chame eles de "Pixies fazendo cover de Sick Of It Al". Ele sorriu e disse "eu vou ter que ouvir isso". Não se engane: é punk hardcore pesado, guitarra distorcida, vocal gritado, e umas quebradas estilo o clássico de Nova York Sick Of It All (aliás, outra banda que merece um post), porém feito por pessoas de cabeça mais aberta que fazem com que a guitarreira e outros elementos (piano e assovios por ex., backing vocal feminino bonitinho) dêem um clima mais indie experimental e que mesmo encosta no pop às vezes. Música empolgante e energética mas não unidimensional e limitada, e sim criativa e aberta a experimentação, elementos que não costumam se combinar com frequência na mesma banda. Para quem é ferrado já no nome, bom trabalho para os rapazes.
Não deixe de escutar - The Chemistry Of Common Life
sábado, 22 de novembro de 2008
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