terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Minha playslist de hoje

Estou devendo uns posts vou postar até esses dias para compensar! :-)

Todo ano na semana de natal eu escuto essa playlist:

Elvis Presley - Blue Christmas
Elvis Presley - White Christmas
Elvis Presley - Here Comes Santa Claus
Elvis Presley - Silent Night
Elvis Presley - O Little Town Of Bethlehem
Elvis Presley - Santa Bring My Baby Back
Elvis Presley - Santa Claus Is Back In Town
Elvis Presley - I'll Be Home For Christmas

Bandas legais que também fizeram discos de natal:
Beach Boys
Squirrel Nut Zippers
Phil Spector
Sufjan Stevens
James Brown
...mas o mestre é o Elvis...

Disco de natal que foi a idéia mais errada do mundo:
Scott Weiland - vocalista do Stone Temple Pilots - está em turnê apresentando isso agora. Tipo, uma turnê junkie e lesada de um cara tropeçando no palco e cantando músicas de natal, Winehouse style. Eu vi o show do Stone Temple Pilots este ano e apesar de gostar da banda - não.

Quase empatou com a Simone.

Música imortal de natal que tocou em Jerusalém a 2011 anos atrás e tenho que ouvir depois das do Elvis:



Feliz natal you biiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiitch!!




terça-feira, 29 de novembro de 2011

Mais documentários musicais legais

Ando empolgado com documentários musicais e aproveitando o gancho do post passado seguem os últimos que gostei:


From The Sky Down

"Para aceitar uma nova versão de uma banda, você precisa primeiro rejeitar a anterior; e, entre as duas, você não é nada".

A citação acima (não completamente literal) define muito bem o quê exatamente torna esse filme interessante. Em 1990, o U2 ainda habitava aquela primeira encarnação super-séria, super-careta, super-vamos-salvar-o-mundo com muito pouco humor e senso de diversão. Percebendo que se tornou O INIMIGO (palavras deles próprios), ou seja, mais uma banda de rock chata, exagerada, gigante e que se leva a sério demais - perfeitamente o tipo de banda que o U2 foi formado para combater e numa versão que nunca me interessou particularmente - a banda entra em crise criativa. Sabem que tem que mudar, o problema é mudar para onde, mudar para se tornar o quê. Embarcam para Berlim inspirados pelos discos que o David Bowie gravou lá (ótima trilogia) quando passava por uma crise parecida e encontram - nada. Mas iniciam um processo esforçado e doloroso de descobrirem uma novo lado do seu trabalho e saem triunfantes com o melhor disco da carreira e um dos melhores discos da história do rock - o Achtung Baby. E não se restringe à música - muda tudo, visual, show, até declarações em entrevistas. É quando o Bono se torna uma espécie de paródia de rockstar que expõe todos os excessos do mundo do entretenimento no próprio ridículo, uma ironia que MUITA gente até hoje nunca entendeu. Esse filme documenta exatamente esse período turbulento e muito bacana de assistir. Chore vendo a primeira sequência de acordes que o Edge havia pensado para Mysterious Ways se transformar em One e se tornar o momento chave que salva a banda.

I am Trying to Break Your Heart

Sou fã desavergonhado de Wilco e esse documentário tem pontos em comuns com o acima - capta exatamente um momento chave de transformação que apesar de doloroso gerou um dos melhores discos da sua geração. Neste caso, é o Yankee Hotel Foxtrot, que deveria se chamar "Wilco chuta o balde do seu folkzinho" e sem dúvida é um dos 10 melhores discos da década de 2000. Para mim foi muito bacana ver o Wilco funcionando por dentro, e descobri-los como uma moçada meio tímida, até mais para baixo que para cima, mas geniais em relação à música. Toda hora que alguém pega um violão largado num canto de bobeira e improvisa qualquer coisa sai alguma coisa maravilhosa. Bônus para a história "porque as grandes gravadoras devem morrer" contida aqui, à medida que vemos um bando de executivos imbecis rejeitarem um disco brilhante por ser pouco comercial, basicamente pagar a banda pro gravá-lo e deixá-los ficar com o disco para depois ser vendido para outra gravadora que pertence ao mesmo grupo (!). Crássico!

1991: The Year Punk Broke

Este não pode ser chamado de documentário, aqui são poucas cenas de bastidores e rock and roll baby! Basicamente registra muitas cenas da turnê feita pelo Sonic Youth e Nirvana juntos em 1991, ou seja, basicamente Sonic Youth no auge total e o Nirvana ainda não destruído por dentro pela fama absurda e pelas tendências autodestrutivas. Ou seja, PQP!! Imagem tosca (acho que foi gravado em VHS) até a pouco tempo era meio difícil de achar e meio que lendário (aqueles filmes que são trocados por todo mundo e cada um tem uma cópia pior que o outro). De quebra vemos outras bandas que acompanharam tocando de forma absurda - Dinosaur Jr., Babes In Toyland, e Deus (também conhecido como Ramones). Como um camarada muito mais conectado à música dos anos 90 do que qualquer outra época, esse filme me fez pensar que 1991 foi o auge da história da música mundial e não venha defender o ano em que Mozart gravou sei lá o quê ou o ano do Sgt. Peppers. Vale a pena ver só para lembrar o quanto Kurt Cobain era maníaco - é desse filme a cena clássica em que ele se joga com força com guitarra e tudo dentro da bateria, que é basicamente um monte de ferro. Dói!

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

DIG

Uma banda formada por pessoas mal ajustadas da cabeça, viciados em drogas pesadas, completamente confrontacionais (saem na porrada entre eles no palco na metade dos shows, na outra metade é com o público mesmo), que grava 3 discos por ano, tem um tocador de pandeiro (tem nome isso?) e escrevem música boa como se fosse fácil. Revisionistas dos anos 60 mas não ignorando que o Jesus And Mary Chain existiu depois, enfiando distorção na guitarra mas sem perder a melodia e com ótimas letras, eterna promessa mas nunca estourou. Porém, como um Velvet Underground moderno, influenciou um bom pedaço do indie atual e ninguém percebeu. Continuam obscuros tocando para 40 pessoas por noite e sempre que uma gravadora encara arrumam tanta merda que desanimam de trabalhar com eles. "Não estou à venda" - Anton Newcombe, guitarrista, vocalista e pincipal (ótimo) compositor declara o tempo tempo, normalmente poucos segundos antes de chutar alguém. Falta saber se ele se auto sabota por isso mesmo ou porque não quer carregar o peso de não levar uma vida completamente sem noção. Essa banda é o Brian Jonestown Massacre, e fora alguns poucos pedaços que de vez em quando vêm para a superfície (a música de abertura da série Boardwalk Empire, ou o fato do fundador do Black Rebel Motorcycle Club ter vindo desta banda) eles estão por aí fazendo música boa sem ninguém notar.

Eles começaram mais ou menos juntos com os amigos Dandy Warhols, uma banda que sempre adorei. Para mim os Dandy Warhols fazem uma espécie de Glam Rock (pense em T Rex e David Bowie e não em Motley Crue) irônico e divertidaço com letras bacanas e um som que é daçante e divertido sem perder o punch. E são compositores fodas, consigo te apontar para ótimas músicas deles para empolgar e músicas muito bonitas também. Um bocado mais obcecados com a fama a ponto de quebrarem o pau com o diretor do vídeo deles porque eles não ficaram bonitos o suficiente, também junkies mas com a cabeça no lugar o suficiente para não serem 100% auto destrutivos (ver a moçada acima) saíram da mesma obscuridade para se erguer violentamente na fama e deixarem os amigos-depois-rivais-depois-ninguém-sabe-o-quê bem para trás.

Conhece alguma dessas bandas? Se importa em conhecer? Gosta de música indie? Costuma assitir documentários? Nada disso importa meu amigo. Se você simplesmente gosta de cinema ou tem o mínimo interesse por música (qualquer tipo de música), assista o excelente Dig! de 2004. O diretor Ondi Timoner passou 7 anos com essas duas bandas - e foram os 7 anos iniciais, onde todo mundo apostava que as duas seriam enormes nos anos 90 e ninguém sabia no que ia dar e compilou um filme tão bem montado, contado e dirigido que extrapolou a promessa e ficou um programa bacana mesmo para quem não se importa nada com esse povo. Excelente oportunidade de acompanhar a indústria da música funcionando por dentro, com altíssimas doses de drama - sacaneadas de gravadora, bastidores de shows, viagens jambradas de turnês improvisadas, milhões de brigas e acima de tudo música foda. 5 estrelas.

Trailer abaixo:



E de quebra uma música dos Dandy Warhols que não sai da minha cabeça tem uma semana


terça-feira, 1 de novembro de 2011

Quer ouvir um disco bom? + a síndrome do artista angustiado


No início da década de 2000 entre diversas direções (ou falta de) que a música tomou - e somando a tendência predominante de só olhar para trás que a década de 2010 ainda não conseguiu dar um jeito - tivemos uma volta forte do folk. Sempre que alguém pôde pegar num violão e cantar uma música simples o folk existiu, mas no formatinho que conhecemos se tornou forte na década de 60 e é o tipo de estilo que por possuir um modelo tão simples sempre terá coisa interessante para oferecer. Excluindo o chamado freak folk (ver os Devandra da vida) que eu detesto porque é tentativa de ressuscitar o que fez muito bem em ter morrido  (HIPPIES) eu no geral gosto do som e de muitos derivados.

O que tem me causado reflexão é o famoso mito do artista sofredor que gera boa arte. Tem toda a cara de lenda urbana mas estou chegando à conclusão que isso é verdade. Conheço uma série de bandas formadas por pessoas complicadas, depressivas, desesperadas, raivosas, angustiadas, que exorcizam tudo isso para fora em ótimos discos. O problema é que por natureza é um jogo auto destrutivo: ou você vai permanecer ferrado na cabeça o resto da vida e continuar produtivo de alguma maneira ou um dia você vai fazer paz consigo mesmo e ter que achar um novo caminho para a sua arte, que vai necessariamente mudar.

Bright Eyes é um projeto de indie-folk que está entre minhas bandas preferidas desde a adolescência e é dos sons mais desesperados que eu conheço, até recentemente - quem ouviu o People's Key deste ano se surpreendeu com um disco otimista, bonitinho, equilibrado, até mesmo pop. E não muito bom, aliás, tem seus momentos, mas muito distantes dos discos realmente memoráveis deles. Desde exemplos recentes (Battle For The Sun do Placebo) até mudanças lá atrás (acho que parcialmente é o que tornou o Lou Reed muito menos interessante com o passar dos anos), "se achar como pessoa" literalmente destruiu o Weezer e acho que foi o que fez o Trent Reznor aposentar o Nine Inch Nails. Ou seja, sofram artistas. Por favor.

(ou será que o problema é comigo e eu é que procuro música desesperada sempre?)

Toda essa introdução é para comentar que é o que vinha acontecendo com o Wilco. Para mim sem dúvida entre as melhores bandas da atualidade, o Wilco sempre teve a base forte no folk mas nunca teve medo de ir além e experimentar para caramba, a ponto de já ter sido chamado de "o Radiohead americano", não porque o som se parece mas porque é uma banda sem medo nenhum de mudar e arriscar, mas não perde a essência, e por isso o público anima a acompanhar. O Yankee Hotel virou um disco lendário. Tem uma história interessante envolvendo rejeição total da gravadora por ser muito anti comercial e levou a banda a ter que lutar por anos para lançá-lo ao mesmo tempo em que é maravilhoso. Tem até um filme sobre isso, chamado I Am Trying To Break Your Heart. A voz de Jeff Tweedy é das minhas vozes preferidas no rock e o típico momento Wilco para mim é uma barulheira caótica from hell rolando e a voz dele plácida e bonita cantando no meio como se nada estivesse acontecendo.

E é a banda que eu mais toco no violão, por um motivo ou outro.

O disco de 2011 (The Whole Love) foi um bom passo na direção de voltar com o Wilco que eu gosto. Muito mais rock que folk, não entrou (ainda) na lista dos meus preferidos do Wilco (o próprio Yankee, A Ghost Is Born, Being There) porém foi satisfatório o suficiente para me fazer voltar em um disco que eu não havia gostado (Sky Blue Sky) e redimi-lo. Passei a semana passada inteira escutando ele no repeat. Cheguei a colocar outra coisa e parar no meio da primeira música.

Escute Art Of Almost (para mim de cara uma das melhores músicas deles) e veja se eu não tenho razão:






segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Você gosta de industrial?


MÚSICA INDUSTRIAL era por um certo tempo na década de 80  - bem durante a explosão do post punk - a "música do futuro" e causou um impacto considerável.
Teve uma trajetória mais ou menos padrão para estilos de música relacionados ao rock - começou bem puro, underground, ácido e descompromissado e muito aos poucos foi se modificando para algo mais comercialmente aceitável, terminando como algo que pouco tinha a ver com o seu começo.
Porém, é um caso raro de história que (na minha humilde opinião pessoal) não destruiu com o negócio e em alguns casos gerou uma criaturas híbridas muito interessantes que não seriam tão boas caso não dessem algum nível de abertura para o pop (caso clássico: Nine Inch Nails).

O estilo de música tem esse nome porque foi originado de uns malucos que naquele clima vamos-revolucionar-tudo-acabaram-as-regras que se seguiu à explosão do punk (quando até mesmo o próprio punk não tinha mais forma nem lei) decidiram descobrir até onde vai o extremo e declararam que iam fazer anti música: qualquer som ou ruído é válido como instrumento musical, e foram selecionados a dedo os mais agressivos.

Coisas quebrando, serras elétricas, grandes máquinas funcionando (ou falhando), fita K7 enrolando no deck, explosão, vidro espatifando, serrote serrando. Caos, barulho, ruído. É neste momento que te dou uma pausa para dizer "mas isso não é música" e decidir se quer parar de ler neste parágrafo.

Não parou? Então vamos lá. O que era feito no início era gravar tudo quanto é barulho de fontes diferentes (quase sempre agressivas) e organizar estes barulhos em padrões repetitivos através de sintetizadores, sequencers e outras ferramentas de música eletrônica. O resultado é escutar alguma  coisa semelhante a ouvir uma fábrica trabalhando ou uma construção em andamento em loop, o que gera uma espécie de efeito hipnótico e te coloca em um clima diferente e pesado, tenso. Não estou aqui para debater o que é ou não é música, mas minha humilde concepção pessoal qualquer produto de áudio desenhado para quando ouvido afetar o estado do ouvinte se chama música.

É música textural - é para a música alguma coisa semelhante a pinturas abstratas que não tem significado, são somente texturas jogadas em uma tela. E é pesado, razão pelo qual foi adotada pelo pessoal do metal e do punk. Ou seja, não é para todo mundo de forma alguma, mas para quem se interessar pode ser um verdadeiro portal para um universo diferente.

Note que esse efeito de "usina trabalhando" só existe primariamente nas primeiras obras das bandas mais radicais (Throbbing Gristle, Neubauten), e mesmo essas bandas mudaram muito e se tornaram cada vez mais "musicais" com o passar do tempo. Na verdade o fato de ser baseado em música eletrônica E ser considerada música pesada fez com que o estilo gerasse filhos que se aprofundavam cada vez mais em um dos lados - posteriormente você teve bandas que são basicamente uma forma de metal eletrônico (Ministry), que são até dançantes (Meat Beat Manifesto), e as anomalias que estão exatamente no meio entre metal pesadão e house de pista de dança (KMFDM), e tudo era chamado de industrial. Se tornou a música padrão para tocar em clubes góticos porque dá para dançar mas não deixa de ter um clima soturno.
Mesmo bandas que eram basicamente metal puro mas incorporavam samplers e repetição foram consideradas uma espécie de "industro-metal", caso do Fear Factory e do Nailbomb. Eu não sou purista e não tenho nada contra essa distorção, gosto da maioria dessas bandas.

Hoje é tido como um gênero meio morto, você nem ouve falar de novas bandas de música industrial que estão revolucionando o estilo. Você vê o impacto em todos os lugares - desde Chelsea Wolfe até Slipknot - porém acho que os conceitos foram mais banalizados que assasinados, a partir do momento que quase tudo virou uma espécie de música industrial por causa da predominância do eletrônico ele não existe mais.

Estou no espírito fiz uma playlist brutal para ouvir durante a semana. Um breve comentário sobre o quê eu coloquei nela para que interessar por dar uma explorada também:

Neubauten - já falei deles aqui. É semelhante a colocar os alunos de medicina abrindo cadáveres no primeiro período - ou aguenta ou desiste logo. Para mim é o grande ícone e tem diversas fases interessantes - começando com quase ruído puro mas chegou a fazer coisas até mesmo mesmo muito BONITAS posteriormente. Lê meu post, vai!

Throbbing Gristle - já falei de leve aqui, e não muito bem :-). É muito importante historicamente, porém é MUITO difícil de ouvir, até mais que o Neubauten, pesado demais, estressante demais, intelectual demais, em todos os sentidos. Vale conhecer e se souber selecionar algumas coisas vão - um disco inteiro, sei não.

Ministry - imperdível e fez alguns dos meus discos preferidos. Ministry dá vontade de chutar alguma coisa, de quebrar uma janela. Tem um poster do Ministry no meio da minha sala e a Lola adora. Falei legal deles aqui.

Nine Inch Nails - basicamente é a banda que viabilizou o industrial como estilo comercial, ou seja, pegou algo que era obscuro e dava medo nas pessoas, misturou com um pouco de pop e fez funcionar para todo mundo (isso é um elogio, demanda uma quantidade brutal de talento). É engraçado visualizar o início synth pop deles - começou como um Depeche Mode do mal -  e ver até onde isso deu. Reparem como em discos recentes como o Year Zero e o Ghosts voltaram a incorporar muito barulho puro. Até hoje está entre as 5 bandas que eu mais gosto. Falo deles sempre.

KMFDM - os reis do industrial alemão (famoso Kill MotherFucker Depeche Mode heheheh), é uma espécie de Ministry interessado em tocar nas pistas de dança e incorporar elementos como backing vocals femininas negonas e batidas retas misturadas com guitarras pesadaças ultra repetitivas. Não parece legal no papel mas é MUITO BACANA :-).
Destaque para as capas dos discos - não deixe de clicar aqui!

Skinny PupPY para o anônimo antipático) - como o próprio Trent Reznor admite, Skinny Puppy é o proto-Nine Inch Nails, alguma coisa que tem doses iguais de barulho, guitarra pesada e synth pop. Misture Sepultura, Daft Punk e Eurythmics peça para uns góticos tocarem isso que sai o Skinny Puppy (que é o que está tocando no meu ouvido neste exato momento e é sempre a primeiríssima coisa que vem na minha mente quando eu ouço falar em industrial). Se a voz do vocaliste OGRE não fosse tão estranha tinha feito sucesso antes e mais do quê o Nine Inch Nails. O disco Singles Collected é obrigação, se vire aí agora.

Coil - Uma espécie de "música ambiente industrial", Coil faz alguma coisa ainda mais textural e constante que as outras bandas citadas aqui, é a banda mais "quieta" e "calma" que eu citei aqui porém é capaz de gerar um clima absurdamente sinistro. Sério, eu já tentei e nunca consegui ouvir Coil dirigindo no carro, eu sempre fico com a sensação que vou bater (!). Esses caras fizeram a trilha sonora do primeiro Hellraiser - que foi rejeitada por ser muito sinistra. Deu para entender?

Nailbomb - projeto industrial do Max Cavalera, fez só um disco mas deixou um dos DVDs ao vivo mais legais que eu já vi na vida. Minha mãe entrou no meu quarto correndo perguntando se estava tudo bem comigo na primeira vez que eu vi.

Também recomendo: Front 242, Meat Beat Manifesto, Pop Will Eat Itself, os discos de remix do Fear Factory

Dá uma brincadinha aí embaixo:
Skinny Puppy - Testure
Nine Inch Nails - Happiness In Slavery
KMFDM - Juke Joint Jezebel
Ministry - Thieves
Neubauten - Kalte Sterne

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Dica de tecnologia - Google Music

A dica hoje não será diretamente sobre O QUÊ ouvir, mas COMO ouvir. E de bônus uma pequena reflexão sobre o como afeta o quê você ouve.

A morte do Mr. Steve Jobs (um designer tão genial que fez o "design" perfeito inclusive da sua imagem pública, mas isso é assunto para outro post) me fez pensar em uma das suas grandes evoluções - ele literalmente mudou a indústria da música. O caminho é longo e tortuoso - fonógrafo, gramofone, vinil, K7, CD, iPod - cada formato carrega consigo uma experiência própria. A Lola (filhota) vai rachar o bico quando ouvir falar que eu ainda vivi o vinil quando ele não era uma opção cult, mas O jeito de ouvir música.

Não tenho mais vinis ou aparelho para ouvi-los, mas faz parte da minha lista de desejos ainda comprar uma vitrola. Sim, vitrola, peça única. Isso é muito discutido e tenho pouco a acrescentar - só vou registrar que acho a experiência de sentar com um disco de vinil, capa grandona, olhando a arte, de preferência daqueles que abrem e tem mais arte e as letras dentro, a fisicalidade de colocar um disco para rodar e agulha em cima, fantástica, quase um ritual sagrado. Aliás, você senta só para OUVIR MÚSICA? Eu sento.

O trabalho de gravar uma fita K7 - ter que esperar a música inteira tocar, pausar, trocar o CD ou vinil, gravar de novo - é muito mais carinhoso e intenso que arrastar músicas para uma playlist do iTunes (não disse melhor, mas é sim mais emocional). Gravei muitas fitas para minha mulher no início do namoro e se um dia eu achar elas e conseguir tocá-las tenho certeza que vou ter uma sensação muito foda.

No outro espectro, temos o ápice tecnológico da experiência musical, o tocador de mp3, onde reina o iPod, certo? Errado! A ponta tecnológica da arte de ouvir música é ainda mais etérea que colocar seus arquivos em um tocador, é utilizar de cloud computing, ou seja, colocá-los "na nuvem". Para isso, minha escolha natural foi o serviço do Google Music, porque tenho dois dispositivos que são 100% integrados com a minha conta do Google, um telefone e um tablet, ambos Android. Funciona basicamente assim:

  • como os demais serviços do Google, você acessa com a mesma conta, este fica em http://music.google.com
  • Ao entrar na primeira vez, você irá baixar um agente, que é basicamente um programinha que fica rodando no seu system tray sem você nem ver (ali onde fica seu relógio e outros ícones). Quando você o instala ele pergunta onde você mantém suas músicas - iTunes, Media Player, num conjunto determinado de pastas etc. 
  • A partir daí, sem incômodo ou intervenção nenhuma sua, e inclusive captando as mudanças na sua biblioteca de músicas, esse bichinho vai "subir suas músicas para a nuvem", que é um termo bonito para "copiar seus mp3 para os servidores do Google". O limite não é de espaço, de quantidade, são 20.000 músicas. Eu tenho mais que isso, já enchi tudo, mas por hora ainda não existe opção de aumentar este espaço.
Uma vez alimentada sua biblioteca online, de qualquer lugar onde você estiver conectado você acessa e escuta suas músicas e playlists. Funciona no browser e em dispositivos que tem o software do Google Music. Obviamente, o tocador de música nativo do Android já lê tudo de lá sem você ter trabalho algum, porém sei que existe o software para o iPhone e Windows Phone. O poder disso é que de um lugar centralizado você carrega tudo, muda sua biblioteca, sobe música nova, não precisa copiar nada para seus dispositivos (eles inclusive armazenam por um tempo localmente as músicas que você ouviu). 

Hoje eu levo o meu tablet para festas, ligo no som, conecto no wifi da pessoa e morreu, a maior parte do que eu tenho simplesmente está ali. Ou poderia ligar qualquer notebook e acessar o music.google.com. Não existe nenhum botão do tipo "sincronizar minhas músicas"; quando você navega no music player, simplesmente seus discos estão lá, você nem sequer consegue saber o que está online ou offline. Coisa linda de Deus!

A Amazon e a Apple tem serviços parecidos (o Cloud Player e o iCloud), aqui tem uma comparação bacana para você decidir o que quer usar. Ah, só um detalhe: quando você entrar no Google Music ele vai te informar que ainda não está disponível no Brasil. Por isso você vai entrar no http://hidemyass.com/ primeiro. :-)

Próximo serviço: google mind reader, onde você vai pensar em uma música e o som mais próximo vai executá-la. Já está em beta.

Obs nada a ver com o post: escrevendo isso ouvindo pela sétima vez no repeat o disco Father, Son, Holy Ghost do Girls. Absurdo! Aguarde um post futuro.

sábado, 1 de outubro de 2011

Quer ouvir um disco bom?

Se você já não ama Grizzly Bear, deveria.

Na falta de um disco novo desses fdp perfeccionista que demoram séculos para fazer qualquer coisa, se você acha a idéia de um Grizzly Bear eletrônico feito pelo baixista da banda (que também foi o produtor do disco do Twin Shadow) interessante deve escutar o disco do CANT.

Nenhuma grande novidade ou revolução, soa exatamente como você espera que soaria uma mistura dessas duas bandas. Mas misturar leite condensado com chocolate derretido também dá o que você esperava e nem por isso não é bacana certo mano? CRASSE!